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Ex-prefeito Silva Neto. Um discurso inesperado, apaziguador e relevante


O ex-prefeito Silva Neto, admitido líder máximo de um dos mais destacados grupos políticos de Araci, por ocasião do ato público de entrega de equipamentos noticiado pelo Portalfolha, fez um discurso inesperado. Assim, porque sua ausência em eventos anteriores, despertou rumores de possível racha entre a prefeita da hora e o ex-prefeito. Seu pronunciamento foi inesperado, como seria sua presença, na perspectiva de torcedores pelo processo de ruptura.

O que se ouviu naquele discurso, estava fora do senso comum dos que alimentavam um possível rompimento, seja anulação de um pacto familiar político, em detrimento de ambições iguais em relação ao poder, já que um subgrupo 12 defende a volta do ex-prefeito e outra ala trabalha pela permanência da prefeita em 2025.

O discurso encerrava um viés apaziguador, já que na ocasião falar de tolerância, inclusão, democracia e perdão, era como um culto ao legado de seu pai, o ex-prefeito Zedafó, como disse: “Aprendi em casa, com meu pai, que mais importante que máquinas, equipamentos, infraestrutura, emendas de recursos, é cuidar de gente. Quantas vezes o vi abraçar as pessoas e chorar com elas, sorrir com elas. É essa marca que carrego comigo hoje”.

A rua 7 de Setembro estava tomada pelo acontecimento e muita gente estava no local desde as nove horas vendo e assistindo o ato de entrega dos bens conseguidos pela prefeita Keinha. Diferente de outros eventos, a mesa dos trabalhos, se apresentava como uma das mais completas em temos de apoio e representatividade. Nunca se viu em um ato do executivo, a presença maciça dos vereadores, desde o presidente Guinha de Pascoal, às lideranças de oposição como o líder Léo de Eridan e a líder das minorias vereadora Edneide.

A peculiaridade da mesa e seu mosaico de tendencias e ligaduras de grupos ali reunidos, parece ter motivado o líder do PDT a dizer, dirigindo-se ao ex-deputado José Nunes e ao deputado Gabriel: “Penso no meu pai que em tempos atrás não teve a alegria que estou tendo hoje. Dividir contigo uma mesa de ato político. Os desencontros da política não permitiram que isso acontecesse, mas hoje aqui ao lado do seu filho Gabriel, parece que tudo estava escrito para acontecer. E isso aconteceu porque acontecera primeiro o perdão. E não importa como. Quem perdoa primeiro é porque é mais forte. Quem faz assim, pensa no amanhã. Estamos juntos aqui hoje sobre a rocha do perdão e continuamos sobre a mesma rocha, pensando juntos no povo de Araci. Quando o povo de Araci é colocado em primeiro lugar, ficam de fora o sentimento de inveja da luxúria, da vaidade que possa existir entre nós.

Foi isso que aprendi lá atras. “A dar valor aquilo que é importante, o amor, o carinho, o sentimento de humanidade. Assim o nosso povo entenderá que maior do que qualquer obra, doque máquinas, aguadas, calçamento é o sorriso do povo. É um abraço, é um acolhimento e poder estar ao lado dele abraçando chorando e sendo feliz com ele”.

Agora que estamos juntos, é disso que precisamos. Gostar de gente. Desenvolvimento, captação de recursos, a gente já sabe. Agora é preciso aprender a captar o amor do povo. Estar mais perto dele. Desenvolver o respeito e fazer com verdade a missão que Deus colocou sobre nós. Deus não permite que ninguém seja eleito, se não for para fazer o bem e hoje estamos entendendo que Deus permite que sejamos escolhidos para representar e para entender.

A missão é comum a todos nós. Já se fez muito nessa gestão de Keinha e Gilmara. As emendas do deputado Felix Mendonça chegaram à casa dos 12 milhões, as emendas de José Nunes quando deputado, foram de muitos milhões, as do deputado Gabriel também de alguns milhões. Isso mostra que Araci tem acertado na escolha de seus deputados e do governador também, mas não podemos parar.

Vou sair daqui a trabalhar para trazer mais recurso para Araci. Sei que Keinha também vai. O deputado Gabriel vai, sei que todos nós estaremos de tal forma juntos para que possamos escrever mais uma história o ano que vem. Estaremos juntos para escrever a maior história política de Araci. Que Deus nos ajude. Concluiu.


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