Um breve adeus a Jardel
- Dr. Gidalti /Escreveu e disse
- 13 de ago.
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Foi um breve adeus a Jardel, marcado pela saudade daqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo e pelo silêncio doloroso de sua partida. Ontem, a despedida foi breve, mas a memória permanece — nas histórias compartilhadas, nos gestos de amizade e na presença que o tempo não será capaz de apagar.
Que sua partida seja apenas um breve adeus, enquanto sua lembrança permanece entre nós.
Jardel não era político, tampouco celebridade. Era magarefe — jovem, de corpo franzino, mas um gigante no ofício que exercia com dedicação e competência.
Querido pelos colegas do mercado, respeitado pelos clientes e admirado por tantos que com ele conviviam, Jardel talvez nem imaginasse o tamanho do espaço que ocupava no coração das pessoas.

E foi no seu sepultamento que essa dimensão se revelou. A Igreja Adventista, que havia escolhido há pouco tempo como lugar de adoração a Deus, tornou-se pequena para acolher tantos que foram se despedir dele. As ruas de Araci que ele cruzava apressadamente todos os dias, também pareceram estreitas, diante de um dos maiores cortejos fúnebres que Araci já testemunhou.
Acostumado, por força do ofício, a registrar a passagem de gente importante, vi naquele cortejo de ontem, uma verdade que a vida tantas vezes nos ensina tarde demais: a importância de uma pessoa não se mede pelo cargo que ocupa, pela fama que alcança ou pelo poder que exerce.

Jardel era apenas Jardel. E isso foi suficiente para reunir uma multidão.
Seu corpo franzino partiu, mas o gigante que existia em seu ofício, na amizade que cultivou e na estima que conquistou deixou uma marca que o tempo dificilmente apagará.
Foi um breve adeus a Jardel. Mas, pelo tamanho da despedida, ficou evidente o tamanho da sua presença entre nós.
Nas palavras de despedida e conforto ditas pelo pastor Valmir Bento que o batizou, todos saíram da igreja para guardarem o corpo de uma criatura de Deus, confortados com a palavra: “Quando Deus não cura o mal que abatem Suas criaturas, Ele as ressuscita!” Até breve Jardel.





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