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ELEIÇÕES 2026 EM ARACI — UMA VOTAÇÃO SEM PRECEDENTES

há 16 horas
3 min de leitura
Mais do que uma eleição, as urnas revelaram um sentimento que atravessou filas, seções e diferenças políticas: desta vez, Araci queria eleger um deputado filho da terra.

Ontem, testemunhei e participei de mais um pleito eleitoral realizado em meu chão. Mas, desta vez, alguma coisa estava diferente.

Ao passear pelas seções e ver as prolongadas filas, notei em cada rosto, algo nunca visto em certames anteriores;

Foi tranquilo e em paz para o local onde se instalou a Sessão 141. Ao terminar subir a escada para o piso superior do CETEP II, foi travado por longas filas e até divisar minha sessão, fui encontrando tantos irmãos de chão, muitos rostos conhecidos, serenos e irradiando prazer mesmo sem saber a que distancia estavam da porta de sua seção. Recebi abraços de amigos que vieram de longe e de meus vizinhos citadinos. Estava diante de uma cena que Araci ainda não havia experimentado. Não era apenas o movimento habitual de um domingo de eleição. Havia algo no olhar das pessoas, nas conversas, na expectativa e até no silêncio de quem aguardava a sua vez de votar. Pela primeira vez, enxergava em quase todos, uma expressão que parecia traduzir um sentimento coletivo: "Dessa vez, vamos eleger nosso primeiro deputado, filho da terra".

Essa oração negritada, não é apenas uma frase forte, expressiva. É quase uma convicção.

Há 67 anos votamos e ajudamos a eleger candidatos de fora e isso vem sendo feito por escolhas próprias ou por submissão a lideranças locais, sem projetos políticos, mesmo assim, dividem-se em “turmas” que abraçam grupos, partidos e ideologias e negociam a única moeda que têm seus irmãos de chão, para sustentarem a democracia. A mercantilização de votos sempre fez parte da alma deste lugar e vem acumulando uma espécie de dívida histórica, lançada na ficha política de uma cidade, que já produziu prefeitos, vereadores, lideranças comunitárias, empresários, professores, profissionais liberais e tantos homens e mulheres que ajudaram a construir sua história – “mas ainda não conseguiram colocar, de forma efetiva, um irmão de chão, filho dessa terra, na Assembleia Legislativa.

O que aqui é quase uma convicção, foi escrito como um lamento em meu livro Virando o Jogo, no capítulo 12 (Vigiem os corvos-pág.167), que trata de Políticos de maré e Idólatras políticos,

Essa pregação de sete anos atras, ecoou forte no meu interior dizendo que foi a consciência da necessidade de uma coalisão de forças que pareceu mudar a característica dessa eleição

Como homem de imprensa, pela primeira vez posso escrever que: - “Desta vez, o voto não parecia nascer apenas da preferência partidária. Tampouco se limitava à tradicional disputa entre grupos políticos. Havia uma bandeira maior. A bandeira de Araci.

Nas filas, nos encontros, nas conversas rápidas entre uma sessão e outra, percebia-se que muitas pessoas estavam enxergando aquela eleição por uma perspectiva diferente: a possibilidade de transformar o voto em pertencimento. Porque não se tratava apenas de eleger um deputado. Tratava-se de eleger um deputado de Araci. Alguém que nasceu aqui, conhece suas ruas, suas comunidades, suas carências, seus sonhos e suas contradições. Alguém que não precisaria ouvir falar de Araci para defendê-la, porque carregaria consigo a própria história deste lugar. Foi talvez essa percepção que tornou a eleição de 2026 diferente.

Hoje já é tempo de transformar sentimento em história. Os números revelados pelas urnas estão dizendo o valor e o tamanho dessa mobilização que conseguiu unir as duas maiores potências políticas de Araci numa coalisão que deu certo e mudará daqui para a frente, a mente dos políticos mercadores de votos.

Silva Neto foi eleito com 66.967 votos suficientes para confirmarem aquele sentimento que atravessou filas, seções, preferencias e diferenças políticas e reverberou uma verdade histórica: desta vez, Araci se uniu em proporção capaz de eleger um deputado filho da terra.

Tudo valeu à pena inclusive à reflexão matemática que deve ter nascido nos números apurados na sessão 123ª de Araci:

Políticos de Araci, carrearam votos enchendo as burras de mais de cem candidatos de fora. Silva Neto teve em sua terra, apenas 16.440 votos e precisou de votos complementares à sua vitória na ordem de 50.527 votos.

Só os 10 primeiros mais votados em Araci, levaram daqui, 7.471 votos.

Há de se levar em conta, 946 votos brancos dos aracienses que decidiu não se manifestar em favor de ninguém e 841 votos nulos, de eleitores que por qualquer erro ou intensão, invalidaram seus votos. Outro fato que prejudica o exercício da cidadania é a abstenção. No Brasil, o voto se torna obrigatório, a partir dos 18 anos permanecendo assim até os 70 anos. Isso implica em responsabilidade social. Nessa eleição, dos 40.272 eleitores aptos a votar em Araci, 8.486 não compareceram no primeiro turno.


 
 
 

2 comentários


A todos os queridos eleitores e leitores do portal folha aproveito a oportunidade para parabenizar mais uma vez no trabalho magnífico de alta relevância do jornalista Dr Gidalti Oliveira Moura que tanto desenvolve com eficiência esse portal que abrange notícias da nossa querida cidade para todo o Brasil e para o mundo eu na condição de radialista apresentador de TV afiliada TV Brasil, como é conhecimento do povo em geral que esse veículo de imprensa de alto vulto que tanto desenvolve o crescimento da nossa querida cidade Araci Bahia. Parabéns a todos Deus abençoe cada um dos leitores e cada um dos que realmente contribui para o bem geral da região metropolitana de feira de Santana RMFS do Es…

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