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Missa dos Santos Reis enfatiza congratulações a “Zepinho”, aniversariante do dia

A data de ontem, 6 de janeiro em Araci, tem dupla comemoração: - dia de Reis e aniversário de Zepinho, eterno patrono do "boi de janeiro".

 

Ontem foi festejado o Dia de Reis, data carregada de fé, tradição e símbolos populares, e também aniversário de Zepinho, o eterno patrono do Boi de Janeiro.

As memórias do Dia dos Santos Reis e do dramático nascimento de Edivaldo Silva Pinho, se misturam e seguem vivas em todo Araci. Na Matriz, nas capelas, nas folganças e alegrias das ruas, nas cantorias e nos batuques, ampliando a resistência da cultura popular araciense.

Não há como dissociar essa celebração sem a reafirmação da identidade do ilustre aniversariante, sua história, pertencimento e a perene manutenção dessa a chama acesa, da tradição que Zepinho construiu desde a noite de sua dramática gênese na noite de 6 de janeiro de 1947.

Como filho do casal João e Maria Pinho, Edivaldo nasceu no dia em que o boi rugiu.

FotoFora da normalidade silenciosa de uma noite comum de uma grávida, a quietude de dona Maria foi estorvada por um susto causado por um arremetimento do tradicional boi de janeiro e essa investida brincalhona e sem malícia, precipitou e anunciou sua chegada em um mundo colorido de fitas de cetim e de papel, chapéus e bandeirolas, toalhas douradas e velas contornando as figuras dos reis magos, do boieiro, do vaqueiro e da fateira.

O sufoco de dona Maria, o susto e espanto antigo do Boi de Janeiro acabou rasgando praça, que passou a ouvir o choro e as gaitadas de Zepinho que se encontravam no mesmo instante. O grito da festa se misturou ao grito da vida, e que, naquele parto trágico patético, a dor virou destino e o susto virou sinal.

Zepinho veio do ventre da coragem, batizado para entrar em seu mundo colorido, de fitas de cetim e de papel, chapéus e bandeirolas, toalhas douradas e velas contornando as figuras dos reis magos, do boieiro, do vaqueiro e da fateira, ele entrou em cena e garante: “Só Deus me tira dela!”

Por isso o boi nunca lhe foi estranho, nunca lhe assustou. O boi de janeiro, é chamado, herança e promessa. Zepinho cresceu sendo rastro, sendo guia, sendo patrono daquilo que já o anunciava antes mesmo do primeiro choro.

Ontem foi o Dia de Reis, quando o boi voltou a dançar na memória de Araci, celebrando mais que um aniversário: celebramos o homem que nasceu do susto e transformou o medo em festa, a tragédia em tradição, e o boi em eternidade.

Zepinho que ontem celebrou seu 82º Aniversário, vive mais, toda vez que o boi sai à rua!

Sem espaço na praça que o viu nascer, o patrono do boi de janeiro e a patronesse, saíram da missa que o homenageou com uma homilia do padre Enivaldo, falando do “Evangelho do Amor”, e os bois de janeiro que os saudavam fora dos átrios da igreja, saíram para a residências dos Pinhos, onde a casa ficou pequena e a rua estreita e curta para receber os amigos de Zepinho e Nenca.

Sandro mostra no TikTok a presença dos amigos que foram abraçar o aniversariante Zepinho em sua casa.

O Boi de Janeiro esteve fazendo a alegria dos que estavam curtindo a praça principal da cidade, ataviada ainda com os enfeites natalinos. Video também do "Heavy user" Sandro, sempre junto aos acontecimentos sociais.


 
 
 

1 comentário


Welington Graff
Welington Graff
há uma hora

Araci caminha para ser uma cidade referência na regiâo sisaleira

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