O livro "Araci - A rota do poder" cada vez mais perto de seu lançamento
- Dr. Gidalti /Escreveu e disse
- há 11 minutos
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A carruagem da história já está em movimento
Nela viajam os acontecimentos, as decisões e os bastidores que moldaram o destino de nosso chão, desde que surgiu na história como uma aldeia de primitivos índios “Kiriris” na segunda metade do século XVII.
Já se foram os anos. 350, contados desde sua origem catequética dos Kiriris, 188 anos de dominação como aldeia primitiva de Itapicuru de Cima e simples lugarejo de Tucano. A ampulheta do tempo veio escoando e amontoando um tempo heroico de 214 anos de comuna, fundada pelo capitão José Ferreira de Carvalho em 1812 e continuou marcando um tempo de 67 anos de uma história contemporânea vivida em clima de emancipação e liberdade definitiva.
Os tabaréus do antigo Raso, experimentaram o gosto de eleições desde os anos de 1936, quando elegeram como vila de Tucano seu primeiro vereador da história. Dessa década para cá, cada ano de eleição, prenunciava mandatos e cada mandato, dignificava um gestor e vários legisladores. Nesse deslizar da fina areia do tempo, desde 1959, mais de uma centena de homens e mulheres reinaram sobre nossas cabeças. Muitos já saíram da vida e entraram na história e poucos outros estão entre nós, como provas vivas dessa odisseia de poder travada nessa obra singular chamada A Rota do Poder.
Curiosamente, alguns dos próprios protagonistas dessa jornada parecem não perceber o valor da história que ajudaram a construir. Muitos poderiam registrar suas memórias, revelar bastidores, contar suas lutas e decisões. No entanto, preferem o silêncio, como se a passagem pelo poder fosse apenas um episódio comum e não parte de uma narrativa coletiva que pertence também ao povo desse chão que os elegeu.
É lamentável que, diante da oportunidade de eternizar suas trajetórias, alguns escolham permanecer à margem da carruagem. Talvez por desinteresse, talvez por descuido, ou quem sabe, porque certas histórias, quando revisitadas, exigem coragem para serem contadas.
Enquanto isso, “A Rota do Poder” segue seu caminho para o prelo, registrando o que foi possível reunir dessa odisseia política. E a história, como sempre, continuará avançando. Mas aqueles que não compreenderam o valor de narrar sua própria passagem pelo poder correm o risco de assistir, do lado de fora da estrada, à carruagem que poderia ter levado também o seu nome.
Atentai bem!
A carruagem ainda está passando com uma alegórica mensagem de meu poeta preferido:
"Oh! Bendito o que semeia
Livros... livros à mão cheia...
E manda o povo pensar!
O livro, caindo n'alma
É germe – que faz a palma,
É chuva – que faz o mar!"






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