Dona Edésia, não está mais aqui


Se falar de seu passamento com qualquer irmão de chão, que tenha vivido com dona Edésia, sem importar a distância etária, irá se perguntar: “Como vamos lidar com sua ausência?” Sim porque é difícil não falar daquela figura humana, feliz, de um sorriso lindo, sentada à frente de sua residência na José Pinheiro.

Foi assim que um fato me inspirou a escrever essa crônica. Quando disparei uma mensagem de seu falecimento para meus leitores de rede web, escutei de alguém que tinha o quadro dela em frente à sua casa, pintado na mente. - “como vou lidar com essa ausência? Sei que vou chorar, vou fugir um pouco de mim, sei lá, vou deixar que a tristeza tome conta de meu interior, porque estou vivendo um dia triste. Pessoas como dona Edésia, não deviam morrer! – disse, minha leitora.

Pois é. Hoje nossa cidade começou o domingo 19 de junho triste. Araci perdeu uma filha e nós perdemos uma irmã de chão. Mulher guerreira e mãe exemplar que nos transmitiu um legado, a coragem, sinceridade, uma mulher exemplo.

Como escrevi a todos os meus leitores, “Não existe especialista nessa matéria de conforto em momentos de perda como essa. O que nós confortamos é saber que Deus ama suas criaturas e que quando não as cura dos terríveis males, Ele promete que as ressuscitará. Se cremos nessa esperança, temos paz. É essa paz é o que todos os irmãos de chão desejam a todos os enlutados.

Edésia Silva Carvalho, na Fazenda Silva Casa Velha, no município de Santa Luz em 18 março 1930. Filha de Miguel Arcanjo Barreto e Maria Anunciação. O pai natural de Tucano e a mãe de Conceição de Coité. Começou a estudar somente aos 18 anos, vividos no aprendizado da culinária ensinado por sua mãe.

Vinha sempre a Araci passear e ficava na casa de sua irmã Alexandrina. Pelas voltas que dava com as amigas, acabou conhecendo um jovem araciense e seu nome era Clodoaldo de Lira Carvalho. Educado e inteligente, Coló como era chamado pelos íntimos, não se furtou a cumprir o rito das famílias tradicionais e decidiu ir

à Santa Luz, a fim de conhecer os pais de Edésia, e claro, pedir permissão para formalizar o namoro, que resultou em noivado, casando-se em 28 de julho de 1953 na Igreja Matriz Senhora Santana em Serrinha. O saudoso e querido padre Demócrito Mendes de Barros foi quem celebrou o enlace. Diferente de hoje, o casamento civil, se realizou depois em dia 28 abril de 1954, frente ao Juiz de Paz, João Lisboa de Oliveira, no antigo Paço Municipal de Araci.

Edésia era dona de casa e mãe dedicada, administrou um lar singular, do qual se fazia resplandecer uma família representada pelos filhos, Maria de Fátima Silva Carvalho, renomada juíza de direito, Lúcia de Fátima Silva Carvalho, dedicada Professora de Biologia, Fiscal do CRA, Clodoaldo Silva Carvalho, Funcionário Público Estadual, Ana Nery Silva Carvalho, Professora da rede municipal, Maria Quitéria de Jesus Carvalho, formada em direito e Geografia, Joana Angélica Silva Carvalho, advogada, Mirian de Fátima Silva Carvalho, pedagoga e funcionária do DETRAN, Carlos Magno Silva Carvalho, economista e funcionário do Ministério do Planejamento em Brasília, Augusto Cesar Silva Carvalho, comerciante, Franklin R. Silva Carvalho, Jornalista premiado e servidor da Justiça do Trabalho, Luciana Silva Carvalho, pedagoga e Professora.

Destes rebentos do casal, Edésia e Clodoaldo, descenderam netos ilustres, como Gevaldo

Júnior, advogado e pós graduado, Sheila, assistente Social e Funcionária da Casa Civil no Governo Jackson Wagner, Aline, advogada e Pós-graduada em Direito Penal, Alberto, advogado Albertinho, Adriana, Leniara, Naiara, Taiana, Ana Clara, Vitória, Igor, Matheus, Elis e outros.

(Trechos de biografia construída por Antônio Oliveira Pinheiro, no aniversário de 80 anos em 20.03.2010)

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