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A Praça sumiu e voltará como presente de Aniversário na comemoração dos 211 da cidade


E ainda não estava aqui quando o retratista não registrado no tempo, disparou esse retrato de sua câmera 35mm, oriunda do Japão, quem sabe uma Kwanon 1934, ou talvez uma Hansa Canon, 1936. Pode ser que um irmão de chão, vivendo seus 84 anos, de 1939 data dessa fotografia, pra cá, nem possa dizer que viu essa panorâmica da praça, que já tinha a presença da Matriz de Nossa Senhora da Conceição do Raso, construída pelo mestre João Mendengue em meiados do século XVIII. Mas era assim o primeiro cartão postal da fé católica, a Praça da Padroeira, de cuja imagem, aqui chegou em um carro de bois, sendo abençoada pelo padre Rocha Viana em 8 de dezembro de 1859.

Essa imagem, sim. Não tem como não evocar linhas poéticas da canção de Agnaldo Timóteo: “Eu me lembro com saudade o tempo que passou, o tempo passa tão depressa, mas em mim deixou, jovens tardes de domingo tantas alegrias, velhos tempos belos dias”...

Belos dias de minha adolescência. No tempo desse registro, fotografando a Praça, a estrada Transnordestina, o Bar de José Tibúrcio, depois Zélis, o Guaraná Fratelivita, o areão vermelho da praça, seus comércios, a farmácia de sr. João Moura (meu pai), a Padaria Primor, (do meu tio Totinha), e seus primeiros sobrados nas décadas de 59/63, ...” isso que foi felicidade, me mata agora de saudade. Velhos tempos belos dias.

Essa imagem tirada nos anos 1967-68, está menos distante de nossas lembranças. É uma reminiscência de pouco mais de meio século. A cidade havia conquistado sua maioridade política e sua praça principal, tinha agora 10 anos, com aparição do novo prédio sede da Prefeitura, em cimento armado e um visual mais imponente com mais sobrados. Embora conservando um aspecto desértico e inóspito, pela ausência do verde e de um jardim, que veio a ser projetado mais à frente, a presença dos oitizeiros, com sua grande copa verde e seus frutos amarelos lembrando mangas, atraiam pessoas pelo fruto exótico, comestível e sombra refrescante.

O areão vermelho, sumiu para dar lugar ao primeiro jardim que fazia sobressair o belo de uma Praça, transformada pelo prefeito Edivaldo Pinho (1989-1992), com linhas modernas para seu tempo. Ganhara nesse tempo a histórica fonte luminosa, na forma de um grande e redondo lago, lugar que se tornara um espaço aberto na Praça, considerado um dos pontos turísticos mais belos da cidade, onde as crianças se divertiam, os namorados se assentavam em seus bancos ao seu redor e a população desfrutava momentos de tranquilidade ao ar livre, escutando o chuá das águas, misturado à música ambiente.


A praça começou a sumir!


Era manha, 23 de março. A prefeita reuniu parte da população para explicar o surpreendente desaparecimento da Praça.

- “Será uma obra completa que se assemelha mais à construção de uma nova praça. Vamos manter o que deve ser mantido em termos de infraestrutura, arborização, rede elétrica, mas a revitalização será grande e completa. Vamos, todavia, seguir os projetos que forram delineados pelas equipes de engenharia civil, elétrica e ambiental” - Disse Keinha no ato de Ordem de Serviço e a placa da obra lá está para falar de volume de recursos, origem, objeto e previsão do fim das operações.

Pela força das máquinas, o velho, estava sendo escangalhado para dar lugar ao NOVO.

Quem tem a oportunidade de entrar no canteiro das obras, há de experimentar a sensação de que ...

“a Praça sumiu!”

“mas vai voltar!”


Depois do ato público de assinatura da Ordem de Serviço das obras, a prefeita Keinha falou ao Portalfolha numa coletiva de imprensa, que esse “sumiço” da legendária Praça Nossa Senhora da Conceição, era por pouco tempo. Ariscou falar disso dizendo:

“As obras serão tocadas a todo vapor e antes das festas de fim de ano, a Praça estaria de volta. Quero deixar essa obra como legado de minha luta pela nossa gente e curtir com todas horas de lazer e bate-papo na nossa nova praça, quando a idade chagar e a vida nos permitir essa alegria”.

A Praça sumiu e voltará como presente de Aniversário na comemoração dos 211 da cidade


(Falando em festa de fim de ano, certamente se imagina, 8 de dezembro (dia da padroeira), natal, dia de reis, mas conhecendo a prefeita Keinha como todos conhecemos, ela prognosticou que a nova Praça da cidade, será devolvida como presente de Aniversário na comemoração dos 211 da cidade. E se assim for, a prefeita Keinha como britadora de paradigmas, resgatará a mais primitiva data comemorativa de Araci como comuna fundada em 1812 pelo capitão José Ferreira de Carvalho, além de ser a primeira prefeita da história a cumprir e fazer cumprir o dispositivo da Lei Orgânica do município):

“Art. 1º - . . .

§ 4º - O dia 13 de dezembro, data da fundação da comuna em 1812, comemorativa de aniversário da cidade, poderá ser feriado na sede do município.

(Grifos do articulista)






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