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A ansiedade de barraqueiros e ambulantes da Praça N. Sra. da Conceição


Eles foram os primeiros a sair, logo depois da assinatura da Ordem de Serviço, feita em público. Era 22 de março, faltando 15 dias para celebração do 64º Aniversário de Emancipação Política de Araci.

Ainda como palco dos mais importantes eventos, a Praça foi tomada para assinatura do Ato que dava inicio ao projeto de sua revitalização.

Naquelas horas do feito histórico, todos ouviram a prefeita Keinha dizer com muito realce: “Já venho fazendo um caixa especial desde o início do governo para que poder oferecer à cidade de Araci, um presente de aniversário, pela comemoração dos 64 Anos de Emancipação Política no próximo dia 7 de abril. “Será uma obra completa que se assemelha mais à construção de uma nova praça. Vamos manter o que deve ser mantido em termos de infraestrutura, arborização, rede elétrica, mas a revitalização será grande e completa. Vamos, todavia, seguir os projetos que forram delineados pelas equipes de engenharia civil, elétrica e ambiental” – depois falou aos que se utilizam daquele espaço nobre para subsistência: - “Peço aos comerciantes, aos feirantes, aos ambulantes que nos ajudem a vencer essa etapa importante para o progresso da cidade e benefício de toda a população. Que expliquem aos seus clientes e consumidores, que o transtorno é necessário, mas passageiro. Logo todos vamos desfrutar de um ambiente digno em sua estrutura, beleza, conforto e modernidade”.

Estamos aqui!

Pelo espaço ocupado na Praça, cada vendedor pagava uma taxa de ocupação, encargo que subjetivamente lhe davam o direito à sessão e uso. Agora estão em outro espaço, provisoriamente indicado pela prefeitura.

Nesse espaço em linha, na Avenida Sete de Setembro, em frente ao Centro Cultural e contorno da Praça da Juventude, todos estão desde março, alinhando seus pensamentos em busca de saber:

1. Quando será que retornaremos?

2. De que jeito iremos voltar?

3. O que irão exigir dessa vez?

4. Será processo de licitação, concorrência, sorteio, o que?

5. Em que espaço vamos voltar a comercializar nossos produtos?

6. Haverá padronização de barracas? E se houver a que custo e sob responsabilidade de quem?

7. Vai ser preciso, assinatura de algum contrato ou do conhecido TAC (Termo de Ajuste e Conduta)?

Dr. Gidalti Moura, em um de seus passatempos noturno, visitava a área e conversando com barraqueiros, escutou essa pauta afligente de alguns e pediu concessão e publicação da entrevista ao jovem Pedro Henrique que trabalha no trailer da “Bibel Sorvetes”.

Pedro, terminou o ensino médio, tem 22 anos e disse estar trabalhando há 2 anos na Praça. Junto com sua colega Jandira, eles servem a muitos clientes nas noites de domingo a domingo.

“Estou feliz por poder trabalhar na minha cidade e ganhar relativamente bem, dando para atender minhas necessidades como jovem solteiro. Sou filho Ademar Júnio, e neto de Sr. Finho da Madeireira”.

Portalfolha: Como estão sendo esperada a reforma da Praça da Conceição por vocês barraqueiros que saíram de lá?

Pedro: “Desde que passamos a trabalhar nesse novo lugar, ainda não temos nenhuma informação de como vai ser, quando voltaremos e de que forma se procederá esse retorno depois da conclusão das obras e entrega da nova Praça”, - ao dizer isso Pedro começou a responder como se tivesse um menu de ideias que precisavam ser arrumadas e disse estar aguardando as respostas às questões:

Quando será que retornaremos?

De que jeito iremos voltar?

O que irão exigir dessa vez?

Será processo de licitação, concorrência, sorteio, o que?

Em que espaço vamos voltar a comercializar nossos produtos?

Haverá padronização de barracas?

E se houver a que custo e sob responsabilidade de quem?

Vai ser preciso, assinatura de algum contrato ou do conhecido TAC (Termo de Ajuste e Conduta).

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