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Uma sessão de apenas 1,2 min. sinaliza o desapreço dos vereadores no período de campanha

Durou apenas um minuto e dois segundos a palavra do presidente Rivaldo Góes abrindo e fechando a sessão Nº 24 deste segundo período legislativo. Somente a vereadora Gilmara ao separar o dever da conveniência estava com o presidente cumprindo agenda de vereadores que deve sublimar a agenda de candidatos.

Por Gidalti Moura

ter, 06/09/2016 às 11:06

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Pessoas na platéia foram tratadas com agradecimentos e palavras de desculpas pelo presidente ao dirigir a sessão mais curta de seu mandato.

Por falta de quórum, a sessão ordinária da Câmara Municipal de Araci realizada nesta terça feira (06) iniciada e encerrada apenas 1,2 minutos, tempo suficiente para que o presidente vereador Rivaldo fizesse chamada aos vereadores que estivessem no recinto da câmara para tomarem seus lugares á mesa. Depois de a vereadora Gilmara tomar assento com ele como única presente, cessado o tempo de tolerância regimental o presidente lê o paragrafo único do Artigo 68 do Regimento Interno e por ele declara “prejudicada a sessão por ausência de quórum”.

A medida, que é atípica, uma vez que nunca ocorreu pelo menos no mandato do presidente Rivaldo, retrata uma crise de desapreço aos deveres e funções que foram confiadas pela comunidade aos vereadores que embriagados pela campanha eleitoral deixam o plenário e a tribuna para se apalancarem com seus candidatos a prefeito a quem representarão na próxima legislatura e a comunidade se tiver sorte será representada por quem?

O presidente, possuidor de prerrogativas regimentais para cobrar o andamento da casa não encontra dispositivos para punir os ausentes nem fazer cortes em seus vencimentos pelas ausências. “Somente depois da aprovação da reforma do regimento as coisas mudarão nesta casa” – diz o presidente Rivaldo.

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