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Rateio do FUNDEB decepciona professores

“A notícia guardada pela prefeita Nenca como elemento surpresa no final de […]

Por Luis Gustavo

seg, 23/02/2009 às 11:39 - atualizado em 25/08/2011 16:19

“A notícia guardada pela prefeita Nenca como elemento surpresa no final de seu pronunciamento foi aplaudida veementemente pelos professores. Se a prefeita falasse no valor diferente do que estava sendo divulgado pela APLB, os aplausos teriam se transformados em vaias…” disse uma das professoras filiadas ao sindicato.

O dinheiro representado pelos resíduos do FUNDEB e que deveriam ser dividido entre os professores tomou conta da classe desde os primeiros dias do mes de dezembro de 2008. O coordenador do núcleo da APLB em Araci professor Gisselmar em um de seus últimos pronunciamentos públicos em frente à Câmara de Vereadores, disse que a entidade sindical hviua lutado pelo bloqueio dos recursos estimados em R$ 2.222,27 para cada professor. O coordenador falou que o dinheiro seria desbloqueado pelo Juiz depois do recesso do carnaval. Gisselmar confessou-se surpreendido com a liberação do dinheiro dias antes da abertura da Jornada Pedagógica 2009 quando a prefeita tornou público que depositaria o dinheiro nas contas dos professores dia 17 de fevereiro.

No dia 17 pela manhã os professores correram aos caixas do Banco do Brasil e se depararam com um valor diferente daquele informado pela coordenação da APLB. Gisselmar disse que a liberação do dinheiro lhe causou estranheza porque o Juiz liberou a pedido da prefeita sem que ele como parte da ação do bloqueio fosse informado. Para Gisselmar isso poderia ser uma manobra entre o Juiz e a prefeita. O Juiz pede para que eu aguarde o despacho e atendeu ao pedido da prefeita imediatamente, trata-se de um ato suspeito, feito às escondidas e às caladas disse o coordenador da APLB.

O rateio aconteceu e os professores encontraram em suas contas salários uma quantia de apenas R$ 1.555,00. Para Giselmar todo professor teria de receber, R$ 2.222,27. A folha já estava pronta e não entendia porque mudaram os números dela. A apresentação de retenção envolvendo impostos, taxas, INSS e o imposto patronal, não justifica a queda do valor. Não é correto descontar esses impostos do rateio, garantiu Gisselmar e pede explicação legal por parte da prefeita e do secretário de educação. Para o coordenador o pagamento do patronal é obrigação do patrão e que os professores deveriam receber o rateio pelo bruto conforme mostram as planilhas apresentadas pela APLB e completou dizendo que desafiava a qualquer contador que questionasse os cálculos da APLB.

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