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O barulho, a baderna e o desrespeito à pessoa vai tirar voto de candidatos

Nesse domingo considerado o mais barulhento até agora desse período que saiu com uma máxima que me levou a fazer essa matéria. “Papai, parece que está tendo uma campanha para eleger o mais baderneiro da cidade”, – com os ouvidos agredidos mais pelos dedos ele perguntou aflito: – porque tem de ter tanto estouro de fogos que nos acorda e não nos deixa dormir?

Por Gidalti Moura

dom, 28/08/2016 às 20:14

Tive a oportunidade de ouvir um “áudio” de um eleitor postado na rede web repudiando o nível da campanha na cidade de Araci.

Com ouvidos de analista do comportamento humano, o comentário do cidadão tinha um contorno de ressentimento porque a prática de uma disputa vilã não é vantagem para nenhum dos grupos ou candidatos que se encontram no páreo desta campanha.

Não se pode vulgarizar a todos embora seja difícil separar o “joio do trigo”. A verdade é que por ocasião das eleições, como se não bastasse o constante bombardeio de rojões, verdadeiros comboios de carros de propaganda contratados pelos candidatos e coligações que saem às ruas da cidade e o que menos o eleitor escuta é o que gostaria: “Palavras que lhes façam nascer um fio de esperança, compromissos e projetos que salvem nossa terra adoecida a cinquenta e sete anos pelos mandatários dos dois poderes quase sempre podres, mas que tudo podem”.

Saí candidato a vereador impulsionado por dois sentimentos: – desilusão e indignação, de ajudar “sem interesse” o legislativo de nossa terra há mais de dezesseis anos. E sem importar a reação dos maledicentes e cobiçosos, dessa vez, tenho meu interesse sim: – Pedir aos irmãos que possuem entendimento, que me deem essa ferramenta chamada “Poder Delegado” hoje outorgado sem juízo a candidatos compromissados com qualquer coisa ou pessoa, menos com a ética e a decência esperada por todo cidadão livre.

Pouco importa se minha “Tese Regenerativa” está incomodando aos que têm medo de deixar o erro. Às vezes, por não estar aplaudindo essa prática de uma disputa vilã, sou insultado com a pergunta duvidosa: “Você não está com Nenca?” Nunca estive longe de Nenca, mas a resposta não é essa. A resposta é que Nenca está comigo e comunga com minha tese de Regenerar o entendimento dos que haverão de cuidar mais uma vez dos destinos desse povo, se essa for a vontade dele.

O barulho, a baderna e o desrespeito à pessoa vai tirar voto de candidatosNesse domingo considerado o mais barulhento até agora desse período, meu filho Zeno de apenas nove anos saiu com uma máxima que me levou a fazer essa matéria. “Papai, parece que está tendo uma campanha para eleger o mais baderneiro da cidade”, – com os ouvidos agredidos mais pelos dedos que pelo barulho, ele perguntou aflito: – porque tem de ter tanto estouro de fogos que nos acorda e não nos deixa dormir?

Estou fazendo uma campanha solitária e com intimidade e respeito por que entendo que a população não será convencida pelo barulho, pela baderna e injúria aos adversários, pelos gritos histéricos extrapolando os limites publicitários permitidos.

 

 

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