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Debate, desacordo e agravamento marcaram a sessão de ontem

Denunciam agravantes acabaram tomando lugar ao que se esperava na oportunidade que era a famosa reivindicação da classe. O presidente começou criticando o governo e sua inercia em relação à formatação do Plano de Cargos e Salários dos Servidores. Criticou a situação dos salários que segundo o presidente, nunca foram reajustados em seus verdadeiros dissídios, a não ser quando ocorre o aumento do Governo Federal.

Por Gidalti Moura

ter, 22/10/2013 às 22:34

Debate, desacordo e agravamento marcaram a Sessão de ontem.Com a ocupação da tribuna pelo presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Sr. Marcone Magno, o que se poderia esperar de reivindicações em favor dos sindicalizados, se apresentou como graves críticas ao governo municipal.

Denúncias agravantes acabaram tomando lugar ao que se esperava na oportunidade que era a famosa reivindicação da classe. O presidente começou criticando o governo e sua inércia em relação à formatação do Plano de Cargos e Salários dos Servidores. Criticou a situação dos salários que, segundo o presidente, nunca foram reajustados em seus verdadeiros dissídios, a não ser quando ocorre o aumento do Governo Federal.

Denunciou fortemente a falta de isonomia salarial entre companheiros, alegando que as funções se igualam em muitos casos, mas os salários são pagos deferentes uns dos outros e disse: “Quem é ligado ao prefeito ganha melhor e quem é contra recebe a menor” e foi mais duro e incisivo o presidente Marcone: “Tem na prefeitura dois tipos de funcionários, os da prefeitura e os do prefeito”.

Essa sua colocação acabou por receber uma repreensão do presidente da Câmara que exigiu do ocupante da tribuna que se pautasse pela linha do assunto solicitado no expediente que pediu a tribuna livre.

Marcone reclamou pela falta de pagamento de insalubridade, periculosidade e horas extras em muitos casos. Disse que o salário de motoristas estava defasado em função do direito da categoria e que sem o plano de cargos logo estariam ganhando igual a quem ganha salário mínimo. Falando sobre o direito ao Kit Alimentação, que o que o prefeito está dando é um tipo de vale para que o servidor vá comprar “fiado”, – disse, nos estabelecimentos indicados.

Pediu providências para que a Guarda Municipal tivesse uma casa de repouso ou comando onde pudesse se preparar de melhor forma para troca de plantões, guardar seus equipamentos e poder fazer encontro de descanso e lazer após os duros e perigosos trabalhos no campo.

No segundo e grande expediente a Tribuna foi utilizada pelos vereadores: Rômulo, Anastácio, Marcos, Leandro, Gilmara, Guinha e José Augusto.

Quem assistiu os pronunciamentos através da transmissão da Rádio Comunitária, deve ter entendido que a essência de cada um deles era a mesma: debate, desacordo e agravamento.

Todo o conteúdo estará na folha legislativa mais tarde, todavia vamos a um extrato de cada um deles:

Debate, desacordo e agravamento marcaram a Sessão de ontem.

 

Rômulo:

Tema principal: O falso moralismo. Sem declinar pra quem estava falando acabou escancarando que estava falando do radialista José Socorro, pois não conseguiu se expressar sem falar na Rádio Comunitária. Bateu firme contra a administração do prefeito e dessa vez pela secretaria de educação que deixou uma escola ficar sem energia por um problema técnico cadastral e o ano terminou sem uma solução, lamentou o vereador. O caso da escola que teve a energia cortada pela prefeitura de Tucano.

Debate, desacordo e agravamento marcaram a Sessão de ontem.Anastácio:

Com um pronunciamento mais light, enunciou elogios à Unaveb, convocou os colegas para a última aula no dia 30 de outubro e entrou no mérito da escola que ficou sem energia.

Saiu em defesa dos servidores e disse que vai se empenhar na formatação do Plano de Cargos da categoria. Para não fugir à regra do dia, deu uma cacetada no governo pela inércia em resolver o problema do abastecimento de água na região do Jacu. Disse que os colegas que tem carros pipas, estão fazendo muito mais pelo povo da zona rural que o prefeito, que está sem condições de atender ao povo sem água.

Debate, desacordo e agravamento marcaram a Sessão de ontem.Marcos:

De Marquinhos como é chamado, sempre se espera uma posição tucana. É bem melhor estar do lado da almofada, batendo e às vezes assoprando e sempre reclamando da massa que é sempre mais corrompida que o político. É difícil e decepcionante ser vereador em Araci. Máxima dele.

O povo cobra dos governantes o voto com seu jeito materialista e individual. Quem votou ou apoiou o prefeito ou a prefeita, exige: “Meu carro pipa tem de rodar” – Minha mulher tem que ter um emprego e até em periquitos e papagaios falou Marquinhos como parte da exigência do eleitor.

Reclamou do atraso cinquentenário de Araci. Uma cidade com mais de 50 mil habitantes, não tem nada: Auditório, Maternidade, Casa de Apoio a Idosos, Programa para torar os delinquentes das ruas, disse ao lembrar-se dos bêbados que dormem próximo à prefeitura.

Só faltou Marquinhos se lembrar da secretária de ação social tida como inclonável. Como primeira dama, serás que é proibido se envolver no assunto, ou não dá? Essa pergunta não saiu do vereador Marquinho!

Debate, desacordo e agravamento marcaram a Sessão de ontem.

 

 

Gilmara:

Ficou indignada também com a história da escola que ficou no escuro. Disse que tem outras escolas no município sem energia e que impede professores de utilizar seus equipamentos eletrônicos de trabalho, pois algumas já reclamaram isso para a vereadora.

Bateu duro na situação do hospital. Do Refeitório, da sala de esterilização, de estufas enferrujadas e de ambientes com fios descobertos no ambiente de trabalho dos servidores.

Debate, desacordo e agravamento marcaram a Sessão de ontem.

 

Laerto:

Não foi à tribuna, mas em aparte cedido por Gilmara, bateu pesado cobrando mais responsabilidade com os médicos. Laerto disse que médicos estavam dois meses sem receber e alguns ameaçam deixar de trabalhar. “Eu queria ver se atrasassem os salários de prefeito e vereador, como é que ia ficar, ironizou Laerto”.

Gilmara voltou a falar da situação do terreno em Pedra Alta. Aquele que foi adquirido para a UPA e que apareceu alguém que o cercou e diz que é dono. Pediu uma comissão para investigar o caso.

Debate, desacordo e agravamento marcaram a Sessão de ontem.Guinha:

Pela primeira vez se anunciou como desligado do PSD, partido pelo qual se elegeu, declarando-se filiado ao Partido Republicano da Ordem Social (PROS), dando um salto de 35 graus. Seu número agora é 90.

Criticou duramente os colegas de legenda aos quais chamou de perseguidores e disse que em todo tempo se sentia ameaçado pelos colegas em suas bases. Falou que pessoas ligadas à presidente do PSD, Sra. Nenca, iam em seus redutos para prejudicar seu relacionamento com seus eleitores.

Guinha lamentou ter sido ameaçado de mancha de carreira com o caso da denúncia do salário de sua esposa pelo vereador Riva e condenou a atitude do colega por tratar do assunto em sua ausência.

Disse que o carro anda pra frente e que nesse novo partido do qual é o presidente municipal, todos os que falaram mal dele, terão de o engolir!

Debate, desacordo e agravamento marcaram a Sessão de ontem.Leo:

Defendeu o colega ausente, Riva das acusações do vereador Guinha. “A sua senhora tem o direito de processar o TCM por danos morais, pois todas as informações do vereador Riva vieram do tribunal”, disse o vereador Leandro.

Léo se se solidarizou com o presidente do SINDSPUMA Marcone e com todos os servidores presentes e criticou o governo por se utilizar de carros pipas do exército para fazer mutirão na zona rural, Criticou a secretaria de educação por ceder ônibus escolares para transportar seguranças para a festa do João Vieira e aproveitou o momento para enaltecer a ex-prefeita Nenca por estar lutando por verbas para ajudar o Araci. Emendas dos deputados José Nunes e Mario Júnior e verba de R$ 100 mil,  conseguida pela ex-prefeita para limpeza de aguadas e tangues. “Se a prefeitura não faz nada pelos agricultores, a ex-prefeita vai fazer” disse o vereador do PSD.

Debate, desacordo e agravamento marcaram a Sessão de ontem.José Augusto:

Falou que realmente a situação do município estava caótica e que o prefeito estava sendo obrigado a cortar gratificações e fazer corte na folha, porque o município esta pagando dívidas deixadas pela administração anterior. José Augusto falou nas quantias das dívidas que o prefeito estava resgatando: Além das intervenções do INSS, pagava PIS e PASEB em torno de R$ 44 mil. Empréstimo consignado no Bradesco em torno de R$ 144 mil. No Banco do Brasil R$ 173 mil e que ainda pagava pendências no BV e no Banco Gerador. A dívida da Coelba passa dos R$ 474 mil disse o vereador José Augusto.

“A ex-prefeita andou dizendo que eu falo mal dela, e que ela afundou o município. Quem pode contestar isso que o faça. Eu tenho as fotos de como ficou a cidade abandonada quando ela perdeu a eleição” e mostrou as fotos da tribuna.

O governo atual não é perfeito, mas eu continuo acreditando nele e acreditando em dias melhores para o Araci, concluiu o presidente.

 

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