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Assalariados, aposentados e pensionistas sacam no BB de Araci, mas preferem gastar o dinheiro em outras praças

Com a falta de dinheiro nos caixas do Banco do Brasil, que […]

Por Luis Gustavo

seg, 09/03/2009 às 16:32

Com a falta de dinheiro nos caixas do Banco do Brasil, que aborreceu milhares de clientes nos feriados de carnaval, o editor de política e gestão da Folha Gidalti Moura, procurou explicações junto ao gerente da Agencia do Banco do Brasil em Araci e escutou uma revelação fantástica que levou a imprensa a comentar sua preocupação. Para Gilson Bispo dos Santos, gerente do BB em Araci, o volume de dinheiro que o banco coloca em circulação no final de cada mês representa um volume tal que Araci capaz de colocar o comércio da cidade se não à frente, na condição de competir com igualdade com os comércios visinhos como Santa Luz, Tucano e Serrinha, perdendo somente para Conceição de Coité.

Gilson revelou que uma estranha conjuntura comercial que está mergulhando a cidade de Araci em uma conseqüente crise de falta de dinheiro e alerta os comerciantes e às entidades promovedoras e controladoras como CDL e Associação Comercial. Porque o município carrega esse estigma de que é uma cidade sem dinheiro? Sem dinheiro não é, contesta o gerente Gilson. Temos uma carteira de mais de 12 mil clientes que movimentam suas contas e entre eles mais de 9 mil aposentados e pensionistas tiram dos caixas em torno de R$ 3,6 milhões que são colocados em circulação na praça de Araci. Além dos aposentados, em torno de 2 mil assalariados em sua maioria da prefeitura tiram outro volume de dinheiro do banco que pode ser estimado em R$ 2,1 milhões. Não tem como imaginar que esse dinheiro todo não circule em Araci de trinta em trinta dias. Mas tem sim, afirma Gilson. A situação da quebradeira do comércio da cidade é um diagnóstico drástico indicando que os assalariados recebem seu dinheiro no Banco do Brasil, pegam seu cartão, limpam as contas e vão gastar na cidade de Santa Luz, Tucano, Serrinha e é certo que em Santa Luz fica a maioria do dinheiro de Araci.

Essa realidade pode ser constatada na quantidade de carros que são fretados diariamente nos finais de mês. O numero de carros de frete que transportam aposentados para fazerem compras fora de Araci, está movimentando outro filão de ganhar dinheiro. Têm aposentados e pensionistas que já possuem bancos cativos nos carros de linha, com garantia da ida e da volta.

A reportagem ouviu alguns dos consumidores com esse perfil descrito pelo gerente do Banco do Brasil e ouviu da maioria deles que vão comprar fora de Araci porque o comércio daqui é tradicionalmente de venda à vista ou em até três, no máximo seis parcelas. Os comércios de lojas de portes maiores permitem que eles comprem sem entrada e em até 24 vezes, ajustando a parcela ao seu salário. Outra reclamação de consumidores aracienses é que nunca se vê nas lojas de Araci, queima de saldos, promoções arrasadoras como fazem outras cidades e esse tipo de incentivo leva os compradores a viajarem em busca dessas atrações de mercado.

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