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Vereadores de Araci reivindicam promotor para Araci.

Araci está sem a figura de um promotor público desde a saída do promotor Dr. Marcelo Miranda o que ocorreu em agosto de 2009.

Por Gidalti Moura

qui, 24/02/2011 às 15:44 - atualizado em 25/02/2011 17:21

Os vereadores e cidadão formaram uma comissão com uma missão e sem nenhuma comissão foram e voltaram da capital sob risco de seu próprio capital, capitaram?

Os vereadores José Augusto Moura de Andrade, Gilmara Góes Magalhães da Costa, Renalva Lisboa Cordeiro, Marlúcia Rodrigues de Carvalho e Manoel Matos dos Santos, foram recebidos no Ministério Público do Estado da Bahia pelo Procurador Adjunto José Gomes Brito numa audiência marcada antecipadamente pelos edis com objetivo de reivindicar a designação de um Promotor de Justiça para a Comarca de Araci.

Araci está sem a figura de um promotor público desde a saída do promotor Dr. Marcelo Miranda o que ocorreu em agosto de 2009. Deste tempo para cá, Araci depende de ação de promotores substitutos que aqui só chegam em casos extremos, deixando a cidade e o município a sofrer pela ausência de uma fonte de justiça onde sejam depositadas as queixas de toda uma coletividade. O que mais pesa na visão dos vereadores interessados, como fiscais do poder público, são queixas contra o executivo municipal e as pastas da administração que muitas vezes não em nada pela falta de um promotor de justiça na cidade.

Essa situação levou os cinco vereadores a se deslocarem para Salvador com vistas a fazer uma provocação para que a Procuradoria Geral de Justiça faça o mais rápido possível a designação de um promotor publico para o município.

Acompanhados.

Os vereadores foram acompanhados pelo radialista e apresentador José Socorro da Silva, homem público considerado batedor contra as irregularidades e praticas abusivas e deletérias contra pessoas, instituições e especialmente contra os idosos. Na qualidade de Presidente do Conselho do Idoso no município, José Socorro tem recebido muitas queixas de aposentados que são vítimas de seus arrimos e de outros administradores de seus benefícios, sendo escorchados, enganados por financeiras e até roubados por saques de terceiros com uso abusivo de seus cartões de benefícios.

Lamento.

Depois de uma missão tão importante como foi a dos vereadores e do cidadão José Socorro, os embaixadores do povo reclamaram a falta de apoio da Câmara Municipal em relação à ida deles para a capital. Em cadeia de rádio, o apresentador do Patrulha da Cidade, com informações da vereadora Renalva falou que apesar de terem encaminhado um Requerimento à Câmara no dia 07 de fevereiro, a direção daquela Casa não se manifestou e nem se dispôs a ajudar a comitiva nem com transporte nem com combustível para a viagem que fariam no dia 09 do mesmo mês. Os vereadores fizeram esse lamento junto ao procurador adjunto e esse ficou admirado com a forma desrespeitosa com que foram tratados os embaixadores do povo a ponto de lhes munir de uma Declaração que certifica a presença deles na Procuradoria Geral para buscarem soluções de justiça na comunidade

A Câmara se defende.

A Câmara Municipal se manifestou na pessoa de sua diretora administrativa Marinalva a Nalvinha, que “realmente” foi dado entrada naquela Casa dois Requerimentos da parte dos vereadores José Augusto e Renalva recebidos no dia 07.02.2011 com numeração específica Nº002/2011 e Nº 003/2011, mas com textos diferentes no teor da solicitação. O texto do primeiro assinado a dois, solicitava apenas o pagamento de uma diária e o segundo solicitava um carro oficial, abastecido, com motorista. A direção da Casa Legislativa disse que o prazo da solicitação, 07 de fevereiro era final de uma segunda feira para uma viagem um dia depois e isso dificultou a agilidade do pedido dos dois vereadores. Salienta ainda a Sra. Marinalva, que a despeito do transtorno, a Câmara em momento algum se indispôs em ajudar os vereadores, pois o Decreto Legislativo que lhes garante as diárias lhes garante também nos Art.2º e 3º que o deslocamento sendo em carro próprio como foi o caso deles, haverá indenização das despesas após apresentação do Relatório Circunstanciado o que segundo Nalvinha ainda não ocorreu.

Gidalti Moura.

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