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O silêncio, poderosa arma no Patrulha de hoje

De tudo o que se ouviu na tribuna da Câmara na sessão desta última terça feira, nada foi tão marcante como o desacautelado pronunciamento do vereador Rômulo. O impreciso discurso do vereador Marcos, também foi “do piru” mas diante do pronunciamento do segundo secretário, perdeu a manchete.

Por Gidalti Moura

qua, 02/09/2015 às 17:40

O silêncio, poderosa arma no Patrulha de hoje.Quem imaginou que na manhã de hoje (quarta que precedeu a terça feira da sessão legislativa), que o “pavio curto, irreverente, vertente do desaforo, pau que dá em Francisco” ia fazer um alarido com sua poderosa arma, seu microfone do Patrulha da Cidade pelos desacatamentos sofrido em nome da “inviolabilidade” do vereador Rômulo, frustrou-se.

Até eu caí do cavalo, mesmo querendo acreditar que o velho combatente, dessa vez fosse usar sua arma mais poderosa que o microfone esbravejante, “o silêncio”.

Se ele meditou no que escreveu Paulo Freire, não sei, mas foi assim que Zé Socorro fez hoje pela manhã, sabendo que “de todas as poderosas armas de destruição que o homem foi capaz de inventar, a mais terrível e a mais covarde é a palavra”.

Porque punhais e armas de fogo deixam vestígios de sangue. Bombas abalam edifícios e ruas. Venenos acabam sando diagnosticados, mas a palavra destruidora consegue despertar a maldade sem deixar pistas.

Não foi falta de admoestação nem de despertamento do bom senso. O vereador escolheu toldar-se sob seu desejo de “vomitação” como quem desejava naquela sessão desembuchar o que lhe entalava a garganta. Na verdade, o significado do defluxo que estava preso na goela, somente os dois sabem, como também entendem o poder de suas vozes: Uma na tribuna e outra ao microfone.

A lição para os espectadores e ouvintes é que o parlamento sofre a ausência de homens mais sábios e menos arrogantes e a comunicação declina quando a mensagem sai da garganta, acima do coração e antes da cabeça.

Um bom dia para todos.

Gidalti Moura.

 

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