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Câmara, sessões e vereadores na mira dos aplausos  

Desde a primeira sessão, os trabalhos, os apartes, as questões de ordem tomaram o lugar daquele “chaleirismo” de um lado e maledicência do outro. A tribuna está deixando de ser palanque com os pronunciamentos comprometidos com os problemas sociais.

Por Gidalti Moura

ter, 14/03/2017 às 15:54

Nunca fui o único cidadão politizado dessa terra a criticar a postura de submissão, inércia e promiscuidade da Câmara de Vereadores de Araci em quase todas as suas legislaturas. Como candidato na última eleição, pregava porque sonhava ajudar a câmara a se tornar uma “câmara decente, livre e soberana”. Esse sonho se contraponha ao desalento de participar indiretamente de um parlamento municipal que muito pouco colaborou com a cidade pela cumplicidade da maioria dos edis nos desmandos de gestores de cada época.

OS VERETANOS:

Câmara, sessões e vereadores na mira dos aplausos

Torna-se arriscado, mas é preciso acreditar para que aconteça, que a câmara de hoje representada por nove vereadores reeleitos e seis calouros é um diferencial das quinze legislaturas passadas. A presença de “veteranos” comprometidos com renovação e de “novatos” de qualidade tem chamado à atenção dos que vão às sessões, da população e da mídia que exterioriza uma participação mais ativa e responsável do parlamento municipal.

OS CALOUROS:

Câmara, sessões e vereadores na mira dos aplausos

Desde a primeira sessão, os trabalhos, os apartes, as questões de ordem tomaram o lugar daquele “chaleirismo” de um lado e maledicência do outro. A tribuna está deixando de ser palanque com os pronunciamentos comprometidos com os problemas sociais.

O presidente Jefson inegavelmente está devolvendo a qualidade e o respeito que a casa vinha perdendo ao longo dos anos. Embora tenha poucos dispositivos à seu favor pela vigência de um regimento retrógado e desconexo, ele tem feito uso de suas prerrogativas na manutenção da ordem e do processual.

Mas Jefinho não é o único restaurador na Câmara, tem colegas veteranos e novatos que falam a mesma linguagem e querem a mesma coisa: Uma câmara decente, livre e soberana.

O numero de indicações crescem a cada sessão. Projetos e moções são protocolados e as comissões competentes se debruçam sobre as matérias para que sejam aprovadas de conformidade com processo legislativo. O tempo das falas deixou de ser abusivos com a introdução do cronômetro digital. Todos colaboram e as sessões passaram a ter hora pra começar e para terminar. Ninguém quer mais arriscar a chegar atrasado, pois sabe que não haverá concessões ou arranjos no registro de presença e na lista de oradores.

Na sessão desta terça feira o presidente anunciou uma audiência na capital para debater três problemas cruciais da população. A situação das obras do Araci Norte, a volta efetiva da Ronda Rural e mais carros pipas com ajuda da CAR. Surpreendentemente nove dos treze vereadores presentes se dispuseram. Estava tudo preparado. Carros, combustível e até diárias e saíram em disparada depois da sessão. Em Salvador, deputados já contatados os auxiliariam nas audiências com o Secretário de Segurança, com o Diretor Executivo da CAR e com a Superintendência da CERB.

O Líder do Governo, o vereador Guinha de Pascoal está introduzindo um bom começo nessa função. Parece que ele não está preocupado em defender o prefeito, mas construir uma ponte entre a necessidade e a possiblidade de solução dos problemas. Guinha está propondo mudança no dia e horário das sessões. Para o líder, a comunidade será mais presente se as sessões forem no fim do dia e não no começo.

Com esse plantel e seus contornos de oposição e situação a câmara de Araci está dizendo à sociedade que o gestor precisa estar preparado para ser criticado se falhar com o povo, mas comemorar os aplausos se o povo estiver satisfeito com seu jeito de governar.

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