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Um discurso que não se ouviu

“ … Desejo dar os parabéns ao novo presidente desta casa e […]

Por Gidalti Moura

qui, 10/01/2013 às 22:43

Todos os oito vereadores estavam anestesiados com a apoteose do momento e se esqueceram de que já foram temendo o que poderão ser.

“ … Desejo dar os parabéns ao novo presidente desta casa e dizer que até votei em Vossa Excelência, porque entre o colega Manoel e Vossa Excelência,  entendo e acredito que todos também compreendem que V. Exa. é o mais merecedor pela trajetória dura de fazer oposição quase que sozinho, nestes quatro anos, e defendendo o grupo político que colocou o novo prefeito no poder.

Mas lamento que Vossa Excelência acabe de cometer o primeiro erro quando ainda nem esquentou a cadeira desta presidência que hoje ocupa. Vossa Excelência não tem a mínima compreensão do que é um parlamento. Dizer ao novo prefeito que ele vai governar sem problemas, porque nesta casa não haverá oposição, é o cúmulo do absurdo ou o auge da estupidez e de zombaria sobre nós, vereadores do grupo da prefeita Nenca que sempre foi respeitado como opositor ao ex-prefeito Zedafó e ao seu grupo político.

Falo agora com todo o respeito que é devido ao novo prefeito: o senhor terá sim, oposição nesta casa por mim e por meus companheiros que não o apoiamos, faremos sim, uma oposição necessária ao processo democrático de direito porque um governo sem oposição torna-se em um jugo social. Todavia,  saberemos como contribuir com o executivo em tudo o que for prospectado para o bem de nossa comunidade…”

Esse foi o discurso que não se ouviu de um grupo de oito vereadores que se definiram como oposição antes e durante o processo da campanha, nem pelo decantado líder hoje de oposição, nem pela ex-presidente que assumiu a casa por derivação do grupo político. E o mais lamentável, o que se ouviu foi elogios ao filho e a insinuação de que ele seria um bom gestor porque tem em quem se espelhar, imaginem de quem? (A excessão pousou nos ombros e cerne do vereador Laerto) Voltem a fita!

O Editor.

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