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Uma campanha que desafia a lógica e o senso comum    

A campanha de um candidato a vereador no município de Araci tem alcançado as redes sociais e repercutido nos sítios da internet como algo paradoxal. A metodologia do candidato desafia a lógica e sai do senso comum em se tratando de campanha eleitoral.

Por Gidalti Moura

ter, 27/10/2020 às 20:17

Gidalti Oliveira Moura presta assessoria legislativa a mais de 18 anos no município de Araci e nessa atividade ele vem atuando na Câmara Municipal e junto a parlamentares como entes políticos isolados.

Gidalti que é doutor em psicanálise da educação e saúde, é jornalista e escritor e decidiu pela terceira vez concorrer a uma das 15 cadeiras na Câmara de sua terra.

Nesta eleição, 84 candidatos estão em campo disputando entre si uma das 15 cadeiras da Câmara Municipal de Araci, município com uma população de 55.935 habitantes, conforme último censo do IBGE e um eleitorado de 30.777 eleitores.

Em suas peças de mídia impressa e outras impulsionadas de forma indutiva na internet, Gidalti tenta persuadir ais eleitores a inverter o modelo de fazer suas escolhas.

A lógica:

A lógica comum, preconiza que o eleitor em geral prefere o candidato que faz compromisso material, o que caracteriza compra de voto. Comprar e vender voto é um crime previsto na Lei nº 9.504/97-artigo 41-A, que rege o processo eleitoral. Pela lei, “o candidato não pode doar, oferecer, prometer ou entregar ao eleitor nenhuma vantagem pessoal de qualquer natureza com o fim de obter voto”.

O próprio TSE tem realizado pesquisas sobre a compra de votos e numa delas, mostra que o nível dessa pratica criminosa cresce proporcionalmente ao índice de analfabetismo.

O mesmo instituto divulga a porcentagem de analfabetos com 15 anos ou mais de idade em Araci. Na faixa pesquisada, 12.541, dos habitantes não sabem ler e escrever), seja, (22,42%, índice alvejado pelos candidatos que tem apenas dinheiro para conseguir votos.

A contra lógica é que: “Sem ler, não se sabe e não se vê. Logo vem a regra: “Sem conhecimento o povo se corrompe”. Sem esforço, o candidato que não tem experiência, conhecimento, serviço prestado e honradez, consegue comprar um diploma de vereador e torna-se uma “excelência”, situação que não tem lógica, pois a excelência vem pelo conhecimento.

O senso comum:

Tenho assistido bancas de aposta entre os que vão realmente conseguir uma cadeira no legislativo municipal. Aposta de 10 mil $ por um voto a mais sobre o um dos apostadores. Logo o senso comum é: Fulano já está eleito. Por que? Porque está gastando os tubos!

Eis porque a campanha de Gidalti sai da lógica e do senso comum. “Não promete, não negocia emprego na máquina pública, não doa dinheiro ou coisa, nem oferece vantagem de qualquer natureza”. E o mais paradoxal do candidato: “pede dinheiro ao eleitor consciente, veja seu jeito audacioso no banner enviado a seus amigos pela rede social:

Com essa ideia arrojada e sem constrangimento, o candidato vem conseguindo honrar seus gastos de campanha.

Método único:

Gidalti é o único candidato a utilizar o serviço dos Correios, disponível a candidatos através de convênio firmado com amparo na Lei 63538/78. O envio de malas diretas postal domiciliária, permite uma comunicação personalizada e objetiva. É barato e não gera desperdício e papeis jogados na rua.

Em suas visitas e abordagens a pessoas, a pergunta que ele faz é crucial: “Gostas de ler, ou de ver figurinha de três candidatos, um titular, um vice, um vereador no meio e um número?” Aos jovens eleitor de 16 anos ou mais que votam pela primeira vez, a pergunta se repete e ele deixa uma leitura reflexiva sobre o eleitor do século XXI. “É indispensável gostar de ler”,  diz o candidato.

 

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