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Pai mãe, filho e esposo, prefeitos. Precisamos falar sobre isso

Dando início a artigos de opinião e matérias editoriais publicadas em seu portal com categoria Escreveu e disse, o editor traz um editorial em forma de artigo talvez nunca refletido no campo do poder em Araci.

Por Gidalti Moura

sáb, 20/06/2020 às 19:22

Sem os efeitos da pandemia, o que passa hoje pelas nossas cabeças é que faltam pouco mais de 100 dias para as eleições de 4 de outubro. Com o adiamento da data para 15 de novembro, estamos a 155 dias desse momento político, o “do dia D” quando terá de acontecer mudanças estruturais em nossa terra.

Tenho me debruçado diuturnamente sobre esse tema vital. Quem leu minha última obra intitulada Virando o Jogo, se deparou com o debuxo de um espelho histórico e com o roteiro do poder nestes 61 anos, desde nosso primeiro prefeito eleito e empossado em 7 de abril de 1959.

Esse espelho será refletido para conhecimento de nossa gente no momento oportuno; mesmo assim, importa aqui dar um surpreendente reflexo das 16 gestões desde Erasmo.

Araci tolerou nestes 61 anos, 16 administrações e resiliênte vem resistindo a 16ª do gestor da hora e neste espelho se reflete uma verdade para muitos desconhecida. 

“Das 16 administrações, somente 2 foram dignas de entrarem para essa história sexagenária com registro de prefeitos PROBOS e com o respeitável NADA CONSTA em suas trajetórias de poder”. 

É vero, que cada um deles fez o que pôde e hoje a cidade até que se apresenta diferente do Raso fundado a 206 anos pelo capitão José Ferreira de Carvalho em 13 de dezembro de 1812.

De pai pra filho.

Apesar de entrar em campanha para nos governar com uma única virtude comprovada que foi a herança genética de um dos mais culpados e sentenciado entre outros catorze, o prefeito Silva Neto teve algo a oferecer de bom à nossa sempre carente cidade. Por fazer bem o dever de casa, em 2016 a maior parte do povo de Araci arredondou sua nota, ao dar-lhe a primeira reeleição da história.

A população araciense passou-lhe o claro recado que estava concedendo-lhe uma nova chance; mas que esperava mais, seja: Que ele “Não fosse enquadrado na história dos prefeitos ÍMPROBOS, constando em suas trajetórias, contas rejeitadas, ações de improbidade, desvio de verba, ações movidas pelo Ministério Público, denúncias de fraudes, calote nas multas e ressarcimentos impostos pelo TCM e fechamento de sua trajetória com indicativos de inelegibilidade”.

No exercício de seu segundo mandato, com o patrimônio político herdado de Zedafó, com 2 mandatos dos mais tumultuados da história, Silva Neto ampliou a oligarquia para 16 anos. O que se reflete no espelho de hoje? – Também vai entrar na história dos prefeitos ÍMPROBOS, constando em sua trajetória: – contas rejeitadas, ações de improbidade, desvio de verba, ações movidas pelo Ministério Público, denúncias de fraudes contra o INSS e em processos licitatórios e, salvo melhor juízo, fechamento de sua trajetória com indicativos de inelegibilidade.

Nenca, prefeita de dois mandatos de igual modo, possui uma herança genética de José Brígido, também com dois mandatos. Com esse cabedal ajudou a eleger o esposo Edivaldo de apenas um mandato. Sem o benefício da reeleição, elegeu seu vice tentando se manter no poder. Apesar de ter sido agraciado como “prefeito do século”, Edivaldo também entrou na história dos prefeitos ÍMPROBOS, constando em sua trajetória: – contas rejeitadas, ações de improbidade, desvio de verba, ações movidas pelo Ministério Público, condenações no âmbito do legislativo e afastamento da presidência e fechamento de sua trajetória também como inelegível.

Sua esposa ampliou a rota do poder da família com seus 8 anos de mandato representando um ciclo de 20 anos. Embora com herança genética de um dos prefeitos mais corretos, entrou também para a história dos prefeitos ÍMPROBOS, constando em sua trajetória: – contas rejeitadas, ações de improbidade, desvio de verba, condenações de ressarcimentos por malversação de recursos de convênios e fechamento de sua trajetória com inelegível.

Aos 20 anos de poderio da família, agora poderão se agregar mais 4, ou 8 anos se o projeto oligárquico da família der certo com lançamento da candidatura do filho Edivaldinho.

O raciocínio lógico.

Nada pessoal a filho, filha ou parente de nenhum deles. Basta estudar o passado mais longe e a verdade mais presente. Quase 40 anos se consumiram em duas oligarquias e nosso Araci continua uma “pequena cidade com grandes problemas”. Cada um de nós, protagonistas desta história somos sabedores e passamos o mesmo sufoco promovidos por esse continuísmo.

Reflexão.

“Não era para haver uma renovação na mente destes legatários sucessores”? Basta olhar para a cidade onde eles bem pouco vivem, como está o trânsito, a mobilidade sem planos, nossas ruas e praças, nossos parques e calçadas e como sobrevivem nossos irmãos da periferia. E nem dá para falar nas precariedades na educação, na saúde, na segurança, na agricultura, enfim, nas políticas públicas.

É preciso ter coragem de virar o jogo e colocar no tabuleiro do poder, pedras que aguentem o “trampo” sem se apoiar no ex-velho cacique e na ex-soberana dama.

Araci espera um candidato dessa vez que não precise dizer: “vote em mim porque eu sou filho do meu pai, filho de minha mãe ou parente indicado por um poderoso cacique político”. “Capacidade de gestão não se herda pela genética e pela consanguinidade. Elas se formam com a vida própria, com a experiência pessoal, com os sucessos e os fracassos de cada caminhada”.

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