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“O eleitor quer nome novo”. Certo ou errado?

No entender do articulista, está errado. Quem leu a obra Virando o Jogo, viu que o capítulo 2 do livro fala do “Poder nas mãos dos bons”. Logo, apostar no novo, é desacerto, arrazoa o Dr. Gidalti Moura através deste artigo.

Por Gidalti Moura

dom, 29/03/2020 às 19:04

O ano de 2020 com sua corrida eleitoral se apresenta como dos mais discrepantes em relação aos anteriores, quando em meio às articulações de grupos em busca do domínio, surgia algo ou alguém dizendo ser o “novo”.

Não precisa ter mente privilegiada para saber que as articulações ora concebidas em busca do poder, já não tem nada de novo. É só radiografar a proveniência de cada um deles.

A revelação da radiografia de cada gene politico dominante dos dois grupos vem provocando na mente de pessoas “brilhantes” e “politizadas” uma vontade de quebrar o continuísmo de oligarquias e prever algo “novo”.

Não será algo ou alguém novo que vai virar o jogo e libertar a massa que sofre resiliente os resultados destas partidas jogadas em seu próprio nome.

É preciso não se atrapalhar com a obstinação do “novo”. Novo no verdadeiro sentido é algo feito recentemente, moderno, que se ouve ou é visto pela primeira vez, ainda não testado e que começa.

Esse conceito leva-nos à pergunta que deu título a esta matéria: “O eleitor quer nome novo”. Certo ou errado?

É lógico que está errado.

Quem leu a obra Virando o Jogo falando de um projeto transformador de modelos de se fazer escolha, percebeu que o segundo capítulo do livro traz como título: “O poder nas mãos dos bons”. Logo apostar no novo, é desacerto. Isso é manifesto no significado do adjetivo “bom”.

O “bom” corresponde plenamente ao que se espera ou se deseja dele quanto à sua natureza, adequação, função, eficácia, funcionamento. Diferente do novo que é em si, algo recente, moderno e ainda não testado, o “bom” encerra características sublimes, sobrenatural, por isso diz-se dele: misericordioso, indulgente; magnânimo, caridoso, adjetivo atribuído ao próprio Deus como assim disse Seu filho Jesus, quando foi assim chamado: “Por que me chamas bom? Ninguém é bom, a não ser um, que é Deus! Respondeu Jesus a seu interlocutor. (Livro de São Marcos 10:18).

Nossa gente precisa inverter o conceito de escolha entre o novo e o bom.

O fato das pessoas boas não terem experiência, não significa que não tenham vivido a ciranda da política e o não exercer cargo na política, não as desabilita de militarem nela. A massa que bota tira e deixa ficar, está preferindo “renovação” e renovação envolve algo mais que novo. É preciso acima de tudo ser bom.

E mais uma vez parafraseando o filosofo Platão, “o governo nas mãos dos bons, faz com que as pessoas se libertem de governantes desprovidos de características sublimes, misericordiosas e caridosas”. Sem esses atributos celestiais, o escolhido governa criminosamente o povo, mesmo que em próprio nome.

 

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