Bem-vindo | 14/07/2020

Portal Folha - O seu Jornal Online

Escute aí povo, é você quem escolhe!

O artigo do editor é um convite à comunidade a inverterem o modelo de se fazer escolhas, e conscientizar aos que decidem pelo voto que a tese de que, para se eleger é preciso ter dinheiro, deve ser vencida pela “valorização do potencial humano, experimental e intelectual dos escolhidos.

Por Gidalti Moura

sáb, 23/05/2020 às 11:35 - atualizado em 24/05/2020 17:21

Gidalti Moura, doutor em Psicanalise da educação e saúde é autor da tese A política na visão psicanalítica do cidadão e do livro ultimamente lançado, Virando o Jogo que trata de um novo modelo de se fazer escolhas no campo de postulação de cargos eletivos.

Que tal imaginarmos que em cada período de eleições ninguém por interesse ou iniciativa própria, saísse por aí dizendo: “Eu sou candidato? ”

Parece incrível, mas existem lugares no mundo onde o povo é quem é dono desse direito. Desde os primórdios da história, como se evidencia isso no primeiro livro de Samuel (8), o povo pedia para ter um rei que governasse sobre suas cabeças.

“Dá-nos um rei para que nos lidere”, foi o que disseram os israelitas ao envelhecido líder Samuel indicado pelo Senhor. Essa reivindicação democrata já inerente naquela nação, desagradou a Samuel que consultou ao soberano Senhor.

“Atenda a tudo o que o povo está lhe pedindo; disse Deus.

O relato bíblico continua revelando o senso democrático do soberano Senhor ao dizer: “Agora atenda-os; mas advirta-os solenemente e diga-lhes quais direitos reivindicará o rei que os governará”.

Há uma tendência generalizada de se depreciar textos bíblicos escritos por homens inspirados pelo Espírito de Deus, por isso vale à pena lembrar que o Mestre em Educação pela Universidade de Jaén-Espanha Vandi Dogado, assim escreveu: “se o povo escolhe mal seus representantes, inconscientemente passa a pensar que a corrupção e a incompetência dos políticos são oriundas da democracia e começa a votar em candidatos com ideias totalitárias cujas futuras e dolorosas consequências farão brotar saudades dos tempos democráticos”

A democracia é um tipo de organização política representativa, a mais utilizada de forma geral no mundo pelos países. Dessa forma a escolha por voto de cidadãos que ocuparão funções de comando (gestores) ou controle (vereadores), é um direito exercido pelo eleitor e não pelo candidato. A disputa entre candidatos deve sair da complicada “concorrência” que requer manipulação, promessas, benesses e a propaganda pessoal.

Convido às minhas irmãs e aos meus irmãos de chão a sonharem com um tempo de escolhas quando a comunidade que pede um novo rei e novos conselheiros do reino, mudem o velho modelo. Indiquem, escolham e votem.

A tese de que, para se eleger é preciso ter dinheiro, precisa ser vencida pela “valorização do potencial humano, experimental e intelectual dos escolhidos.

Se a sociedade se empenhar nesse processo de escolha pela capacidade pelo mérito, haverá de acontecer uma “virada no jogo” para os que acham que o poder econômico, as oportunidades e o pedigree político farão deles um rei.

Comentários