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Salário de secretário municipal em Araci é reajustado em 60% pela Câmara de Vereadores

A matéria apreciada na última sessão (15.12) ainda está para ser aprovada em sessão extraordinária convocada pelo presidente Jefson Carneiro, uma vez que após essa sessão derradeira a Câmara entra em recesso no dia 20. Nas mídias sociais se evidenciam as divergentes concepções e pontos de vista sobre a iniciativa da Câmara.

Por Gidalti Moura

qua, 16/12/2020 às 17:35

O secretariado municipal de Araci vem percebendo um subsídio fixado desde o primeiro ano de governo do prefeito Silva Neto até que em dezembro de 2019, a Mesa da Câmara vota o projeto nº 022/2019 fixando os subsídios do prefeito, vice e secretários municipais: Prefeito R$ 15 mil, Vice R$ 9 mil, mas o salário dos secretários que até ali, era R$ 5 mil, não foi alterado pelo plenário da sessão extraordinária de 12.12.2019.

No ocaso dessa legislatura e  cessação da atual gestão, a mesa diretiva da Câmara deliberou fixar um aumento de 60%, reajustando em R$ 8 mil o salário dos secretários.

A Lei Complementar nº 002 de 07 de dezembro foi apreciada na última sessão desta terça feira (15) e deverá ser votada em sessão extraordinária a critério do presidente da Câmara Jefson Carneiro.

A matéria tomou corpo nas mídias sociais com divergentes pontos de vista e concepções. Mas o que se apresenta como interessante em tudo o que vejo, escuto e leio, é que alguns vereadores colocaram seus pareceres de que: “um secretário não deveria ter subsídio igual ou maior que o vereador, além de argumentarem que tem secretarias que nem se justificam pela folha de serviço de seus secretários.

Ora, ora! Me lembro que em agosto de 2015, o site A Voz do Campo publicou um Projeto de Lei que reduzia salário de secretários, vereadores, prefeito e vice-prefeito, apresentado pelo então Secretário William dos Anjos. Isso torna a história interessante se não fosse imponderada; pois a propositura do secretário da época, fixava salário para vereador de R$ 1.570, quando era R$ 7.300. Além de insinuar o político, que o salário do prefeito deveria ser R$ 3.150”.

O lado bizarro disso tudo é que vereadores “depreciados” se fizeram solidários em reconhecer do valor de um gestor de uma pasta municipal que exige, preparo, conhecimento e tempo de dedicação. Assim é que certos profissionais que foram consultados para assumirem pastas públicas, apresentaram o “salário atual de 5 mil, como desestimulante” diante da responsabilidade.

E o lado pragmático de tudo isso é que: “se a mesa da Câmara não tivesse o zelo e a valorização da capacidade humana, a futura prefeita teria dificuldade de agregar valores à sua primeira gestão.

Arrazoando ainda, quero parafrasear Karl Marx ao dizer aos meus irmãos de chão que lutaram para deixarem de ser alguém entre muitos, mas entre muitos, alguém: – “O trabalhador tem mais necessidade de respeito que de pão. ”

O articulista e doutor em Psicanálise da Educação e Saúde – Trabalho de Tese acadêmica “A política na visão psicanalítica do cidadão”. Diploma registro acadêmico nº 035/2015, reconhecido pela Associação Brasileira de Estudos Psicanalíticos do Estado de Pernambuco-ABEPE. Pós-Graduado com Mestrado em Educação e Psicanálise, Bacharel em Administração de Empresas, Especialização em Administração de Recursos, em Psicologia Ocupacional e em Psicanálise Aplicada À Educação e Saúde. Atuou no setor público em: Assessoria Gabinete na Governadoria, Assessoria Parlamentar Gabinete de deputado federal pelo Estado do Pará, Chefe de Gabinete do Executivo Municipal, Secretário Municipal nas pastas de Administração, Educação, Cultura, Comunicação, Esporte, Turismo e Lazer na Prefeitura Municipal de Araci, Assessor Técnico Legislativo desde 2001 na Câmara Municipal de Araci Bahia e Professor na rede Municipal de Ensino. Atuação no setor privado no campo da administração de empresas, área acadêmica, hospitalar, setor de Imprensa, comunicação e jornalismo.

 

 

 

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