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Gratos, porque?

A locução que dá título ao artigo do editor, excede ao propósito de uma simples pergunta. Trata-se de uma reflexão sobre a falta de conhecimento do eleitor que é vítima de sua inerente condição de três estágios de pobreza: carência, egoísmo e bajulação.

Por Gidalti Moura

sex, 20/11/2020 às 16:15

 “Essa grande figura humana que estampa essa matéria é um amigo de priscas eras, a quem quero bem como a um irmão. Ele é médico, cirurgião cardiovascular e como eu, tem no coração uma patologia adquirida que nem ele mesmo como médico, conseguiu extirpar.

Somos contemporâneos de vida e como setentões, resolvemos entestar um desafio próprio dos obstinados. – Encarar uma candidatura. Ele como candidato a prefeito de Hortolândia, município da Mesorregião e Microrregião de Campinas, com uma população próxima aos 200 mil habitantes e de um PIB de mais de 11 milhões e meio.

E aí brother! Como foi aí em sua campanha para prefeito? – “Fui surrupiado da maneira mail vil que possas imaginar”. Me respondeu por áudio em seu WhatsApp. Na verdade, ele quis me dizer que foi larapiado pelos mercadores de voto. Entendi claramente porque pela mesma razão eu depus minhas esperanças em certas pessoas que com tapinha nas costas, dizem com os lábios: “você é o cara que Araci precisa” e com a mente repete sem fala: “mas não é o cara que eu preciso”.

Mas não é só essa a frustração. O desencanto maior é que estas pessoas gostam de coisas. Elas precisam de motivos para gostar, para aplaudir, para agradecer. Não importa o tamanho ou origem da oferenda, agradecer é festa e adorar o rei é uma coisa delirante!

Então meu amigo Dr. Daniel Zanardi, sai com esse plagiato: “Toda vez que eu estiver em um caixa eletrônico e ao colocar meu cartão e a máquina me der uma nota de cem ou duzentos reais, eu vou agradecer, vou aplaudir. Afinal o banco me deu um dinheiro que era meu e simplesmente estava em seu poder e sob sua guarda”.

É isso que ocorre aos eleitores apalermados com certos políticos, candidatos. Agradecem por uma doação que bancada com um dinheiro que é seu, ou pelo menos deveria ser devolvido em ações para o bem comum. Sem o processo de contribuição a fazenda pública não tem dinheiro. Somos todos contribuintes.

Como escreveu Plínio Sampaio; – “A cultura do favor é uma ética da gratidão. O marginalizado, no sentido daquele que vive à margem dos direitos sociais, que recebe um favor do poderoso, está moralmente obrigado a devolver esse favor, com sua adoração e aplausos, a fim de se sentir uma pessoa digna. Esta cultura atingiu não somente o pobre, mas também o poderoso. Porque sempre há alguém mais poderoso entre os mais necessitados.

O favor prestado pelos poderosos sempre é feito ao arrepio da lei, porque o preceito do direito universal à subsistência, deve sair do organismo público. Fica fácil entender isso lendo a anedota: “Um cidadão pediu um favor a um senador e quando este lhe respondeu que não podia atender por ser ilegal, respondeu o pedinte: “É por isso que estou pedindo ao senhor; se fosse legal, eu procuraria o balcão da repartição social”. Sem padrinho, seu pedido seria de imediato, atendido. “Isso é outra anedota”. É isso aí!

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