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Campanhas eleitorais. O que nelas nos assusta?  

Com certeza a maioria da população espera de quem se propõe a cuidar de gente e de seu habitat, o mínimo de coragem para inverter os hábitos praticados por candidatos ávidos em mostrar força e poder. Nessa atmosfera de campanha, seria um bom início para quem almeja chegar a ocupar um cargo público, surpreender a população com outras maneiras de conseguir votos, sem agressão ao sossego, à vida e ao meio ambiente.

 

Por Gidalti Moura

dom, 13/09/2020 às 15:34

As novas tecnologias vêm avançando na substituição das antigas estratégias de campanha, porque a sociedade também vem evoluindo em seus conceitos em torno do que é permitido e do que realmente convêm.

O que deve estar assustando as pessoas, a quem decide esse processo de escolha, é que muita gente que diz “gostar de gente”, não dá a mínima para o princípio divino, revelado nos escritos sagrados. A assertiva de Paulo em sua Carta, aos Coríntios, (10:23,24 e 25), é categórica: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas me convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam. Ninguém busque o proveito próprio; antes cada um o que é de outrem”.

Mas a culpa não é minha ou não é nossa. Essa é a resposta dos que contam com um exército de captadores de votos cativos, remunerados para promoverem o “fantástico” jeito de mostrar que estão “bombando” sobre os que não contam com as mesmas oportunidades e o mesmo poder de fogo.

Razoável, talvez, porque dificilmente um candidato ou aliança consegue controlar a euforia de seus cabos eleitorais. É em seus nomes e para glória deles que acabam emitindo decibéis acima do limite legal permitido. Invadem o sossego de áreas residenciais com sons buzinas e algazarras que ultrapassam todos os limites da tolerância para cada setor distinto, como residência, comércio, escolas, hospitais e igrejas.

Será que essa antiga estratégia para angariar votos dos eleitores, continuará teimando em achar que “o povo gosta disso”? Ou será que “o povo está convencido de que as carreatas tumultuam em muito a mobilidade das pessoas, atrapalha o trânsito de pedestres e de veículos nas ruas e por onde passa, traz desserviço à cidade, agride o meio ambiente com a queima excessiva de combustível e o despejar de toneladas de CO2 na atmosfera? ” – Isso realmente nos assusta?

Não parece ser um bom momento para colocar esse tema na balança do entendimento, e ver que não se trata do famigerado ditado: “Quem pode, pode, quem não pode se sacode”?

O que falta ainda acontecer nessa disputa eleitoral nos próximos dias que antecedem o 15 de novembro de eleição?

Pelo menos, de mais uma dessa prática deletéria, a comunidade estará livre. Ainda falta acontecer uma convenção. Certamente a chapa que ainda está por ser homologada, se apresenta com a coragem de inverter essa prática. A terceira chapa entende que isso traz prejuízos, para a cidade onde ela se realiza, agredindo o meio ambiente, o sossego do cidadão e degenerando o processo eleitoral.

Um candidato que provavelmente espera cuidar de gente por quatro anos, não deve compactuar com os erros do passado. Deve buscar fazer uma campanha respeitosa e sustentável, para que seu exemplo contagie o seu possível mandato.

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