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Campanha passa a dominar discursos na Tribuna da Câmara

Na sessão desta terça-feira (08.09) qualquer ouvinte presencial ou radiouvinte digital, poderia perceber que a mistura do palanque com a tribuna já começou. A tribuna da Câmara de Araci começou a virar palanque eleitoral.

Por Gidalti Moura

ter, 08/09/2020 às 21:13

“A tribuna da Casa como preconiza o Regimento Interno é um instrumento ao dispor dos vereadores parta pronunciamentos em defesa de suas teses, proposituras e defesa da causa municipal. Lamentavelmente o calor da campanha já está transformando esse espaço cidadão em palanque eleitoreiro e púlpito para ataques e vitupérios a pessoas e instituições”.

É claro que o debate deve existir e de forma livre, sem amarras. Essa é a melhor forma de avançar nas relações interpessoais. É também muito comum se emaranhar o debate com a “doutrinação” que em si é algo errado, sempre.

Como casa da cidadania, a Câmara deve ser uma instituição livre para se debater de forma isenta suas teses, proposituras e assim também promover a defesa da causa municipal.

O direito democrático reprova a interferência e ou impedimento ao discurso do parlamentar ou parte dele por ser membro de um parlamento livre, com sua inviolabilidade em suas palavras e votos. Mas é preciso avançar no entendimento da ética e defender a tese da “separação entre uma tribuna de um parlamento e um palanque eleitoral”. O vereador ao se pronunciar da tribuna tem de ter a percepção da diferença entre a Tribuna do Parlamento e um palanque eleitoral. “O palanque é na rua, nas redes sociais; a tribuna e na Casa da Cidadania”.

O dois vereadores José Augusto que lidera a bancada governista e Guinha de Pascoal que é líder do governo, criticaram  projeções em telão na convenção da chapa PT/Podemos onde brindavam a possível vitória da chapa. “Se tudo der certo vamos tomar vinho francês” – áudio reproduzido na sonoplastia da tribuna pelo vereador Guinha, 

Na sessão desta terça-feira (08.09) qualquer ouvinte presencial ou radiouvinte digital, poderia perceber que a mistura do palanque com a tribuna já começou.

A tribuna da Câmara de Araci começou a virar palanque eleitoral. Dos seis oradores inscritos, dois três deles utilizaram o púlpito do Plenário para fazer defesa de um candidato a prefeito e atacar o postulante adversário. A sonoplastia da casa foi usada para vulgarizar áudio de candidato adversário.

O presidente, os membros da Mesa Diretiva e todos os pares, precisam estar atentos para que a ausência de pauta nas sessões ordinárias que acontecerão nos próximos noventa dias não estimule espaço para que “temas de campanha” sejam a essência dos pronunciamentos.

Entendemos que as sessões ordinárias da Câmara devem ser isentas do processo eleitoral e, que se isso se complicar o Ministério Público Eleitoral poderia ser solicitado a advertir a Casa Legislativa.

Considerando ainda que todos os 15 vereadores estão em campo aspirando a reeleição. Atentando ainda que um terço deles é oposição aos 10 que formam a base do governo e da chapa governista, a cada dia a campanha vai tomando um rumo de muita agressividade, o que além de não ser bom, produz um efeito negativo para uma multidão que passa de 51% de eleitores indecisos e que estão pensando.

Dr. Gidalti – “Escreveu e disse”.

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