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Capitão Agassis novo comandante da PM conversa com a população no Patrulha da Cidade

Durante uma 1h e 13m o Capitão PM Agassis Jorge Silva Sampaio fala com a comunidade, fala do novo desafio ao comandar uma das maiores companhias do 16º Batalhão e de sua linha de conduta no desempenho da missão recebida dos superiores: Devolver a paz e a tranquilidade à cidade.

Por Gidalti Moura

sáb, 17/10/2015 às 19:59

Capitao (3)Agassis Jorge Silva Sampaio se apresentou como cristão, casado, pai de três filhas, enfatizou o amor pela família e falou de sua filha Bruna que também é uma policial PM e atua na cidade de Feira de Santana.

Durante a metade do programa Patrulha da Cidade do apresentador José Socorro, o novo comandante da 3ª Cia Militar sediada em Araci conversou com a sociedade mesmo antes de ser empossado oficialmente pelo Comando Regional, como explicou:

“Fomos convocados a assumir o comando em substituição ao Capitão Santos Lopes e mesmo sem a publicação do Governo do Estado, já começamos a atuar em Araci por decisão do Comando Regional. Até que aconteça a troca oficial de comando, vamos conhecendo a realidade da Companhia e já estamos em campo com o contingente para nos situar de toda a situação que precipitou a mudança de comando em Araci”.

O tempo que passou em frente aos microfones da Cultura FM, o Capitão Agassis falou e respondeu perguntas e nesta uma hora e treze minutos, o novo comandante foi enfático em cada tema, preocupação ou problema que se fizeram pauta de sua fala como:

Motoboys:

Para o comandante o assunto dos motoboys nunca muda. Uso de capacete, regularização do veículo e habilitação do condutor.

Para bem explicar o caso o capitão citou que um motoqueiro acabava de sair de uma festa, foi abordado pelo policial, foi detido, sua moto apreendida e a desculpa era a falta de condições de pagar o licenciamento da moto. “Se esse moço economizasse o dinheiro que gastava com a cerveja durante um período, certamente não demoraria muito para pagar o licenciamento de sua moto”. – Comentou o novo comandante e disse: “O quadro precisa mudar. Tenho sabido que políticos procuram aliviar a situação de infração dos motoqueiros e quero dizer que isso não vai acontecer conosco. Nossa preocupação é com a segurança e com o cumprimento da lei. Fica mais apropriado para o politico, ajudar essa pessoa a pagar o licenciamento, cotizar entre amigos se for preciso, mas não estimular a ilegalidade”.

A troca de comando:

O capitão Agassis não veio para Araci por indicação de político A ou B. E aqui chegamos determinados a ter bom relacionamento com todos os políticos e autoridades municipais e com todas as pessoas.

Vim com uma missão designada pelo meu Comandante Regional e Comando Geral do Estado e devo cumprir essa missão. Não tenho qualquer vaidade pelo cargo, sou policial militar com vinte e cinco anos de corporação no Estado e tenho um compromisso com o povo e com aqueles que estão governando a cidade. Conto com a colaboração de todos e não com maneiras de dificultar o trabalho. Digo isso porque tenho conhecimento de ingerências políticas na atuação da polícia.

O capitão Santos Lopes vinha fazendo um bom trabalho, mas não conseguiu frear necessariamente tudo e nos vimos para cá com a missão de colocar a coisa em ordem. Sua administração era atender a lei e nada fora da lei, fosse criminal ou de trânsito. Sua postura era essa e eu vim para melhorar e não para regredir. O que ele fez de certo, nos vamos aperfeiçoar.

Meus policiais são meus aliados. Vou passar pra eles a missão que é nossa. Já conheço a todos, são todos experientes de muitos anos alguns mais de 12 anos. Não vou ser um comandante de gabinete, vou para as ruas para o campo com eles. – disse.

 Abordagens policiais:

Tem pessoas que se queixam com a abordagem feita pela policia. Reclamam do local onde paramos, reclamam do momento, enfim. Desejo explicar que a policia sabe o local e hora de fazer isso com vistas a garantir a segurança e tranquilidade do cidadão de bem.

Vamos continuar fazendo e intensificando isso, vamos abordar pessoas, veículos e até carros de pessoas de cargos políticos.

A Polícia é o braço protetor do povo:

Todo cidadão de bem, tem o direito a ir e vir sem ser molestado. O papel da policia e dar essa garantia ao cidadão. As pessoas de bem não devem se preocupar com as abordagens e nem temerem a policia. Nossa missão é baixar a criminalidade e vamos intensificar as ações para combater o crime, o tráfico de drogas e veículos roubados.

Segurança em áreas de escolas:

Os diretores de escolas enfrentam problemas com estudantes dentro das escolas e com pessoas fora das escolas. Vamos atender aos reclames da comunidade educacional em relação ao comportamento dos alunos e dos frequentadores das escolas com trafico de drogas. Vamos identificar quem está prejudicando nossos alunos, vamos intensificar essas abordagens.

O comandante do Batalhão nos deu essa missão e vamos desempenhar porque ele vai nos dar todo apoio que precisarmos.

Os olhos do Estado Voltados para Araci:

“Os olhos da Polícia Militar e do Estado estão voltados para Araci” – disse o Capitão.

Quem for abordado encare isso como um bem para a comunidade. Nosso foco principal é arma, droga, veículos furtados e tirar os criminosos de circulação. Não vamos descansar enquanto não conseguirmos trazer para a Araci a peculiaridade desta cidade, que a paz e a tranquilidade.

Situação dos Distritos e Povoados:

Vamos desenvolver trabalho forte de inteligência nos distritos e um trabalho operacional dentro dos povoados. Operações surpresas serão articuladas e vamos desarticular a crime e vamos devolver a ordem e tranquilidade à comunidade rural. Por onde passei consegui devolver a tranquilidade e a paz e fui designado a Araci e se Deus quiser farei o mesmo, disse o comandante.

Contingente policial:

O Capitão disse reconhecer que o contingente é pequeno em relação à dimensão do município, mas ressaltou: “Somos uma das maiores companhias do 16º Batalhão”. Temos condições de intercambio de policiais e sem precisar tirar policiais daqui. Vamos fazer intercambio com Teofilândia, Biritingas, Barrocas e outros lugares. Vai gente de Araci pra lá e vem gente de lá pra cá. Isso é bom porque vai quebrando-se os vínculos que às vezes interferem e prejudicam as ações da policia.

A condição de sermos uma Companhia nos permite traçar estratégias abraçando as cidades. Onde estiver a “mancha vermelha” vamos em peso para combatê-la. E se precisar de mais reforço temos palavra do Comandante que me colocou aqui como seu interventor e cumprir uma missão que é dele. No que for preciso ele providenciará. Sou delegado de uma missão dele por isso terei respaldo total.

Problemas de viaturas e combustível:

Não haverá problemas como antes de combustível. Não dependemos de ninguém para realizarmos nosso trabalho. O Estado vai estar nos dando todas as condições de trabalhar. Viaturas, efetivo e combustível, carros revisados e em condições de trabalhar e executar nossas funções.

Poluição sonora:

aaaaaaaaaaa

O Capitão se permitiu fotografar com o apresentador José Socorro um dos lutadores contra a poluição sonora.

Isso é um tema que vou me dedicar muito. Eu não suporto volumes excessivos. Percebi que esta cidade tem muitos bares funcionando a semana toda e o povo bebe a semana toda e os condutores sempre estão alcoolizados em menor ou maior grau.

Fiz uma especialização em 2013 me especializei na Academia Militar e meu tema de tese foi Poluição Sonora.

Observei que a cidade tem festas demais. Com objetivo de vender bebida e ganhar dinheiro as festas são feitas. A Polícia Militar não autoriza festas. Não adiante levar ofício para lá. As festas são autorizadas pela Prefeitura e sua secretaria competente. Somente depois da autorização do Poder Público, a polícia se manifesta. A secretaria reguladora do evento tem de fiscalizar o ambiente, a segurança, o som, os horários e lugar da festa. Se acontecer algum incidente ou acidente a responsabilidade será do poder público, enfatizou o Capitão.

Agassis citou o exemplo da Boate Kiss como uma tragédia motivada por irresponsabilidade de vistoria da parte dos bombeiros ou por laudo falso de que estava tudo bem. Tudo certo, a polícia fará cobertura no local para garantir a integridade física das pessoas. A maioria dos homicídios na cidade sempre é depois de uma festa ou está envolvido com uma festa.

Já encerrando o comandante anunciou que a troca oficial do comando da 3ª Cia será na quarta feira dia 21 no salão nobre da Câmara municipal.

O Capitão convidou toda sociedade para estarem presentes ao evento e especialmente para se despedirem do Capitão Santos Lopes que lhe passará o comando, ele que durante tantos anos militou em Araci e onde certamente possui muitos amigos.

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