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Zé Socorro e sua vida nas profundezas

Esse claustrofóbico apaixonado contou em entrevista ao site A Voz do Campo como foi viver parte de sua vida jovem dentro de um grande tubo de aço de até 62 metros de comprimento por 6,2 metros de diâmetro e suportar a sensação de estar no ventre de uma baleia a 200 metros no fundo do mar.

Por Gidalti Moura

sex, 27/01/2017 às 10:58

Zé Socorro e sua vida nas profundezasPelo que conheço da área física em que fica enclausurado a maior parte de sua vida, o radialista e apresentador José Socorro passou novamente a chegar cedo à Cultura FM, passa por uma “escotilha” retangular, uma porta de 2.10m de altura por 0.80m de largura e adentra em seu espaço em torno de 9m², sua sala de máquinas que lhe coloca às mãos e à frente, seu microfone, girafas com microfones para terceiros, mesa de mixagem, som e outros aparelhos.

Esse “métier” do Zé nos dias de hoje, o coloca em diferente situação de estado e espaço atribuídos aos homens que se tornam ícones na mídia. Como radialista e apresentador, o Zé vive hoje “nas alturas”, mas a partir de 1959, a maior parte dos trinta anos que serviu à Marinha Brasileira, aquele aprendiz de marinheiro e grumete de apenas 17 anos declarou uma estranha paixão: Habitar nas profundezas dos mares. Esse extravagante devaneio empurrou Zé a fazer o curso de submarinista.

Daí em diante começou a escrever sua história diária ao descer por uma claustrofóbica escotilha de pouco mais de um metro de diâmetro para entrar num submarino, seu espaço casa onde passava a maior parte de seus dias em meio a incontáveis válvulas e tubulações e um ronco infernal do sonar quando ativo dizendo que estava quem sabe a mais de 200 metros e que se quisesse ver seu outro mundo ensolarado, sua única chance era por os olhos no periscópio.

Esse claustrofóbico apaixonado contou em entrevista ao site A Voz do Campo como foi viver parte de sua vida jovem dentro de um grande tubo de aço de até 62 metros de comprimento por 6,2 metros de diâmetro e suportar a sensação de estar no ventre de uma baleia a 200 metros no fundo do mar.

O vídeo da entrevista na home do site A Voz do Campo e no canal YouTube está certamente transmitindo outro lado desse Zé que para quem não sabe de sua trajetória como gente no meio de sua gente. (http://www.avozdocampo.com/cidades/araci)

 

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