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Você fica ou vem conosco?

Estamos caminhando juntos a mesma trajetória, como uma multidão de amigos e […]

Por Gidalti Moura

sex, 20/02/2009 às 12:20 - atualizado em 08/01/2011 12:30

Estamos caminhando juntos a mesma trajetória, como uma multidão de amigos e irmãos presos a uma mesma ventura que começou há cinqüenta anos. O trajeto longo e mal chegou a enterrar muitos caminheiros, tombados pela exaustão e outros pelo peso dos anos não caminham mais conosco. Muitos deles tiveram seus pés feridos e a cútis tostada pelo sol que nunca dera tréguas e alguns ainda subsistem acreditando no mesmo sonho de Erasmo, Zélis, Zelima, Carlos Mota e outros pioneiros dessa trajetória cinqüentenária.

Não tem como fugir desse caminho nem como se isolar dessa multidão que persegue a exigente missão de mudar os rumos, alinhar as ações e fazer acontecer em Araci o que ele precisa como município e cuidar de seu povo como gente que merece. Cada descendente do Raso, cada filho do Araci deve estar comprometido com essa responsabilidade social de melhorar a terra que receberam por herança de seus ancestrais. Não importa o tempo que está a caminhar. Não importa se botou o pé na estrada há pouco tempo. Importa se o sonho é o mesmo e se professa a mesma fé na nova aurora mãe do dia que surgirá bem antes que posamos tombar no caminho, pela exaustão ou pelos anos.

Nestes cinqüenta anos de caminhada convivemos com todos os perfis humanos. Os que estão dispostos a colocar a mão na massa e como agentes diretos, operar mudanças. Outros encaram sua missão como se fossem fiscais até deles mesmos. Sabem tudo. Sacam os detalhes. São os juízes dos companheiros que se ferem para vencer os percalços. Criticam. Ironizam. Debocham. São grosseiros e se acham corajosos porque não “levam desaforo pra casa” e se consideram chiques pela capacidade de “meter o pau” em tudo.

Criticar é bom quando a crítica é construtiva. Construtiva se é uma forma madura e educada de criticar. Como é difícil elogiar, torcer positivo! Fica mais fácil debochar, ironizar: Esse Araci não tem jeito! Sai e entra governo e tudo continua no mesmo! Alguns mais irreverentes dizem: O canil é novo, mas os velhos cachorros são os mesmos como se fosse de outro lugar, terra ou planeta onde todos pensam exatamente como ele.

Não acreditam nos companheiros bem intencionados por que suas intenções são somente suas. Acha que tudo “acabará em pizza” porque é disso que ele gosta. Trabalho, dor de cabeça, mexer com gente, “tô fora!”. Nunca estão aí pra nada. Vão ao jogo, gritam, ridicularizam, xingam, e quer que seu time acredite que ele foi ao estádio torcer por ele. Não dá um chute, não faz um gol e sente-se um técnico no meio da galera. É um necessitado orgulhoso capaz de se ofender com a esmola. Não pede emprego e nem dá trabalho. Não lê nada e tem inveja de quem escreve. Esses são os fracassados que ficarão pelo caminho. Não se preocupe com eles nem os chame, eles gostam mesmo é de ficar na retaguarda observando os passos dos que vão à sua frente.

A sorte de Araci é que a maioria dos que fazem essa trajetória cinqüentenário não todos urubulinos assim. Os urubulinos vêem tudo preto. Descobrem a podridão pelo cheiro, mas não tomam a atitude de tirar o rato morto da frente da casa. Nada fazem preferem concentrarem-se no fatalismo, no conformismo pirracento escrevendo e falando mal de tudo nos blogs, nos orkuts e MNS da vida.

Se esses fossem a maioria em nossa cidade, não estaríamos dando início a uma nova era nestes cinqüenta anos que Araci completará no próximo 07 de abril. Não estaríamos caminhando para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Nessa caminhada cinqüentenária, vamos ajudar uns aos outros. Vamos fazer a nossa parte como responsáveis sociais. Vamos lutar pela conquista de mais água tratada para o povo rural, por mais energia no campo, por mais saneamento básico, por médicos e especialistas nos postos de saúde e no hospital, por nossa maternidade, por unidades de saúde na Zona Rural, por melhores escolas, por um ensino de excelência, por cursos profissionalizantes oportunizando trabalho para nossos jovens, enfim, vamos caminhar juntos pela transformação de nossa cidade, transportando-a desse estado caótico em que viveu latente os últimos anos para um estágio capaz de nos provocar orgulho e bairrismo. Vamos caminhar o mesmo caminho da fé em um novo amanhã; andando, firmes, para frente, encarando as dificuldades como desafios individuais.

Os críticos deletérios devem ficar fora dessa caminhada. Eles atrapalham suas próprias evoluções. Eles se alimentam de espíritos idênticos aos deles admiradores de políticos malfazejos e corruptos. Eles anunciam aos quatro mundos que nunca Araci nunca mudará, que jamais irá pra frente. Vamos focar como único alvo a melhora de nossa sociedade com mais justiça, investir em nossa educação, no cultivo da auto-estima, em mais afetividade nas nossas relações como companheiros de uma mesma caminhada. Assim como um predador faz correr a presa, os críticos servem para nos forçar a evoluir, superar nossas inseguranças e desenvolver nossas potencialidades.
Nessa caminhada, você fica ou vem com a gente?

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