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Vereador Jera policial da tribuna lamenta solidariedade de colegas PM.

Ao comentar sobre o passamento do ex-policial PM, Osmar Pedreira de Miranda, o conhecido Mazinho, o vereador Jerônimo disse estar decepcionado pela ausência de solidariedade durante o velório e sepultamento do ex-colega. (discurso na íntegra)

Por Gidalti Moura

ter, 26/11/2019 às 19:26

E assim senhor Presidente, diante do que aconteceu na semana passada, da morte do nosso querido Osmar Pedreira de Miranda, eu gostaria de fazer aqui, neste momento pedir a atenção de todos, para um comentário sobre a questão da Polícia Militar.

A polícia Militar a qual servi durante 27 anos e todas as entidades que nós temos os funcionários. Eu não vi… Senhor Capitão, hoje eu vou me dirigir ao senhor, senhor Capitão Campodônio e talvez chegue até o Coronel; não tem problema nenhum o que eu vou falar aqui agora. Mas eu vi a falta de companheirismo, eu vi a falta de humanidade diante de um homem que colocou 32 anos da sua vida cuidando do povo. Eu vi, por parte de alguns colegas que estiveram na ativa trabalhando com ele, assim como eu, que nem lá foram. Eu vi um descaso dos mais novos para com os mais antigos, que isso existe. Eu vejo para comigo hoje ainda isso aqui. Onde ele deu a vida na Instituição Polícia Militar, que não é instituição a ver com isso, é quem está entro dela. Que no mínimo deveria estar ali à viatura presente, assim como é em Conceição do Coité; que tivesse uma escolta e levasse até o seu local, que não é um descanso. Quando alguém diz que “descanse em paz” eu quero viver cansado aqui a vida inteira, mas não quero ir para lá descansar! E eu não vi por parte da Polícia Militar nada disso. Isso me deixou atônito, o que eu vi. Uma falta de respeito. E eu peço a vocês professoras hoje, peço a vocês garis, quando acontecer um fato deste, vá lá, mesmo que você não fale com aquela pessoa, mesmo que você não tenha amizade, mas conforte aquela família com a sua presença. Isso nós temos visto aqui. E eu tenho dito muito aqui sobre a questão de pais, ao qual perdi o meu no ano passado. Você, filho, você filha, abrace o seu pai hoje, abrace amanhã, abrace todo o momento que você puder; beije, diga o quanto você ama, diga o quanto você também não ama, mas não chore, não vá para as calçadas ser acalentado por pessoas que você nunca viu, porque  agora não tem mais jeito. Isso nós estamos vivenciando todos os dias em nosso município.

As pessoas já não têm mais aquela questão da solidariedade para com o povo. E principalmente nas autarquias; até parece que você não é nada, como diz aquela, uma mensagem. Nós vamos embora, nada disso nós vamos levar. Eu não vou levar carro, eu não vou levar moto, não vou levar dinheiro, eu só vou deixar o meu nome, o meu legado para que as pessoas possam lembrar. Mas nós todos somos substituíveis! Menos pai e mãe! Vereador que morreu, o outro substitui; motorista que morreu, o outro substitui; policial morreu, outro substitui. Mas coloque uma coisa na cabeça de vocês, o amor de pai e mãe nunca vai se acabar! Mesmo que você não o veja nunca mais na sua vida. Analise muito o que você faz com o seu pai e com a sua mãe hoje, porque amanhã pode ser muito tarde. E eu digo vice versa em relação a pai contra filho; a favor do seu filho ou contra o seu filho. Diga o que você tem que falar hoje e não espere para amanhã, porque pode ser muito tarde.

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