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Uma Sessão encerrada em nome da desilusão

Uma sessão das mais leves da série camarista, que estava por terminar em nome de Deus, terminou em nome do “deus da porfia”; – tudo em nome do desequilíbrio e desconsciência de prerrogativas hierárquicas.
Numa cena de provocação, destempero e dominação exibida pelo vereador Léo, Marlúcia e José Augusto foi: “Quem estava com a razão”? Resposta impingida na matéria.

Por Gidalti Moura

ter, 02/09/2014 às 17:58

Uma Sessão encerrada em nome da desilusãoEra preciso estar presente à sessão de hoje para entender a epígrafe que dessa matéria que dedicarei à Folha Legislativa de agosto.

Uma sessão das mais leves da série camarista, que estava por terminar em nome de Deus, terminou em nome do “deus da porfia”; – tudo em nome do desequilíbrio e desconsciência de prerrogativas hierárquicas.

Prometi ao presidente e a alguns que comigo dizia que estaria levando um ”bom petit” de comentarista politico, que não iria fazer notícia de uma cena tão humilhante para a nossa casa da cidadania, pelo cuidado de não melindrar pessoas, embora elas não estejam preocupadas com esse verbo. Mas é preciso que não desistamos de acreditar que Araci ainda irá se orgulhar de seus filhos. Por isso me sinto pressionado pelo dever a fazer da cena um aprendizado

A pergunta que me foi feita depois de uma cena de provocação, destempero e dominação exibida pelo vereador Léo, Marlúcia e José Augusto foi: “Quem estava com a razão”?

O que se pode esperar quando a próprio juízo desconhece a razão? Portanto é mais importante saber quem perdeu a razão do que quem teve razão.

Vamos à Cena:

O presidente passa sua função na mesa para sua vice, vereadora Marlúcia que se torna presidente. Da tribuna o presidente passa a ser tratado como vereador. Mesmo assim, sempre falando por derradeiro, entende que falará sem chance de ser replicado porque o uso da tribuna acaba com ele.

O vereador deixou a tribuna depois de se contrapor ao que fora dito pelo seu desafeto Léo de Eridan. Ainda bem tinha acabado de tomar assento ao lado da presidente Marlúcia, Léo lhe pede um aparte que lhe foi concedido.

O vereador José Augusto não gostou do “meio direito meio manobra” de Léo e o atropela irado. Léo o repreende e diz que está com aparte autorizado pela presidente. A vereadora Marlúcia num misto de respeito e fraqueza, não se dispôs repreender José Augusto, mesmo estando presidente da Mesa.

Léo arremete cobrando dela a postura e o respeito como presidente no comando da sessão. Marlúcia entendeu sua cobrança como ofensiva e exigiu mais respeito de Léo.

Era princípio básico refletir primeiramente em seu tamanho e respeitabilidade no momento de repreender o vereador José Augusto quando “banalizou” sua ordem, pois tinha dado a Léo o direito, mas não o fez.

Por sua vez, o vereador que tinha consciência de que ainda não estava presidente, atropelava a mesa e a tribuna. Essa conduta indecorosa e arrogante acabou influenciando a presidente em exercício a adotar um comportamento irrefletido, extravagante e agressivo tentando desmistificar sua noção de tamanho e prerrogativa de presidente na forma regimental. Se não fosse a interferência de pares espectadores desta cena lamentável, o cenário seria de agressões físicas de consequências irreparáveis.

A lição:

Ao elegemos esses cidadãos para o poder exercido sobre todos nós, precisamos repensar o momento de passaremos a Carta Capital aos que nos representarão na Casa da Cidadania daqui a alguns dias. É imprescindível que assistamos às sessões da Câmara para tomarmos conhecimento de como eles exercem o poder e que valor atribui a esse bem que lhe confiamos.

Jonh Kenneth Galbraithe falando sobre o poder disse: “O poder não é algo que possa ser assumido e posto de lado conforme apetece, como a roupa interior”. É uma pena que quase ninguém busca essa oportunidade de conferir se valeu à pena votar em um dos quinze vereadores que estão sem perceber escrevendo o retrato fiel de sua capacidade ou incompetência. Essa oportunidade é assistir ou ouvir o conteúdo das sessões semanais da Câmara.

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