Bem-vindo | 19/01/2020

Portal Folha - O seu Jornal Online

Sindicato APLB discute direito a deslocamento e propõe reformulação do Plano de Carreira

O salão da câmara ficou lotado neste 31 de março dia que lembra o início dos 21 anos de regime militar imposto pelo golpe de 1964. No mesmo espírito dos que perderam seus direitos ha 53 anos, os professores e auxiliares da educação atenderam a convocação da APLB para lutarem por aquilo que consideram direitos da categoria, a gratificação do deslocamento.

Por Gidalti Moura

sex, 31/03/2017 às 16:38

Sindicato APLB discute direito a deslocamento e propõe reformulação do Plano de CarreiraNeste 31 de março quando, dia qualificado pela história como “os anos de chumbo”, período de 21 anos da ditadura e do golpe militar em 1964, a APLB Sindicato em Araci reúne centenas de professores e profissionais da educação para tentar livrar professores e auxiliares serem golpeadas em determinados direitos como categoria.

Na assembleia que aconteceu na Câmara de vereadores pela manhã, o professor Elmer diretor da APLB e o advogado Alberto Carvalho coordenaram o debate em defesa dos direitos a gratificações daqueles que são obrigados a se deslocarem de um lugar para o outro, o chamado deslocamento. Sindicato APLB discute direito a deslocamento e propõe reformulação do Plano de CarreiraO diretor Elmer explicou que a intenção do evento era melhorar o texto da Lei que garante esse direito reajustando os índices existentes além de determinar uma escala de quilômetros e os índices aplicados sobre o valor dos vencimentos com base nos cargos de cada um. Na tela o professor Elmer apresentou o que diz o texto novo proposto: Durante a discussão professores sugeriram acrescentar mais uma alinha as três para beneficiar os que se deslocam em menores distancias que 10 quilômetros e ficou: “de 03 a 09 km – 05% (cinco por cento) do valor do vencimento base do cargo efetivo” O diretor Elmer revelou o que a proposta da prefeitura na última reunião para tratar disso: Para o item a) foi proposto gratificação de 3%, para o item b) a gratificação de 6% e para o item c) de 9%.

AssPLB-artigo-da-lei

Sindicato APLB discute direito a deslocamento e propõe reformulação do Plano de CarreiraO servidor Delvando falou em defesa dos servidores dos 40% e sugeriu que a gratificação fosse feita diferente, de forma igual para todos, pois os riscos são os mesmos. Elmer disse que desde que assumiu a APLB vem se dedicando à cauda do pessoal dos 40%, inclusive vem trabalhando para adotar a mudança de nível para eles, mas que o direito a gratificação tem de ser garantida por pessoa e não por categoria e que no momento a matéria ainda não deveria ser discutida, mas deve ser recebida como um tema a ser debatido em assembleia. Como sindicato que trabalha em defesa da categoria, nós estamos lutando por um conjunto de direitos e tudo o que diz respeito a isso, seremos implacáveis.

Lutamos por reajustes, mas não deve ser somente reajuste nossa meta de luta, tem de ser deslocamento, gratificação, repasse do INSS, seguro, reserva licenças e aposentadoria, como estamos lutando contra a PEC da previdência. Nossa pauta de hoje é o direito a deslocamento. É preciso que isso seja regulamentado para acabar com essa duvida, tem ou não tem, é direito ou não? Nosso papel é lutar por um conjunto de direitos como já falamos. Todos os professores e servidores da educação têm de agradecer a APLB pelas conquistas alcançadas até aqui. Nossa atuação como sindicato é diferente de outros líderes sindicais que passaram anos lutando somente por reajustes  

Sindicato APLB discute direito a deslocamento e propõe reformulação do Plano de CarreiraSindicato APLB discute direito a deslocamento e propõe reformulação do Plano de CarreiraA professora Joelma desabafou sobre a situação que enfrenta com os transportes velhos, sem manutenção, rodando a 20 km por hora nas estradas terríveis, comendo poeira e lecionar em escolas em condições precárias. Há mais de dez anos isso vem rolando e nosso deslocamento é tratado como se fosse uma provocação ao governo. Se é lei, se é direito, porque não se cumpre? Até quando vamos ter de tolerar essa situação? – perguntou indignada.

Sindicato APLB discute direito a deslocamento e propõe reformulação do Plano de CarreiraO advogado do sindicato Dr. Alberto Carvalho Silva, explicou aos professores que o direito a deslocamento é igual a todos os direitos como insalubridade, horas extras, periculosidade e que a nomenclatura é em função do risco que cada um tem ao pegar um transporte para ir ao trabalho. Acontece que o município não leva isso à sério como não leva a sério muitas outras obrigações. Para o município o importante é

receber. Se receber o INSS, tem de devolver, se recebe os consignados, tem de repassar, se recebe a taxa de iluminação, tem de aplicar iluminando a cidade, se recebe o IPTU, deve aplicar em melhorias, enfim, o município não faz a sua parte, disse Dr. Alberto. Assim é com os professores. Direitos têm de ser respeitados. Tirar direitos de folha é acima de tudo perverso. Crise não é desculpa para não pagar os direitos do trabalhador. Se está difícil, tem de chamar a categoria pra conversar e ai se vê o que é melhor, mas não pode simplesmente deixar de pagar, – completou.  

Comentários