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Professor e aluno, quem é vitima quem é agressor?

O que foi colocado pela professora Claudia da Escola Ana Oliveira por ocasião do Simpósio da Educação de Araci, veio confirmar a pesquisa feita pela Apeoesp: “Na briga entre alunos, sofre o professor como vitima de agressão verbal”. Sua atitude levou o Capitão Agassiz a procurá-la na saída do evento.

Por Gidalti Moura

qui, 09/02/2017 às 17:19

Professor e aluno, quem é vitima quem é agressor?As palestras proferidas pelo Presidente do Conselho Comunitário de Segurança José Socorro da Silva, pela promotora Patrícia Fernandes e pelo comandante da PM em Araci Capitão Agassiz Sampaio, foram arrematadas por um aparte espontâneo da professora Claudia que leciona em uma das unidades de ensino da rede pública a Escola Ana Oliveira.

Em tom de desabafo, a professora cobrou das alçadas pedagógicas, governistas e policiais, o contraponto do preocupante tema: Violência nas escolas. O reclame da educadora e militante sindicalista tinha um tom defensivo da classe a que pertence dizendo que estava cansada de ver os professores serem expostos nessa arena cujas feras devem ser dominadas por eles, os professores. Claudia falou que é comum em Araci, os pais que não conseguem manter a disciplina familiar jogarem seus filhos nesse redondel onde eles se comportam da forma de como são criados, forma mesmo impossível de mudar com as ferramentas que lhes são dispostas como as mais eficazes: diálogos, metodologias multidisciplinares e o que mais for inventado.

Professor e aluno, quem é vitima quem é agressor?Depois do simpósio, procurada pelo Capitão Agassiz, disse Claudia: Em Araci, há casos como o de certa mãe de aluno que reclamou da punição feita a seu filho, depois de jogar uma carteira contra a professora e ao fazer isso na promotoria pública, comemorou a vitória sobre a “megera” que acusou seu filho. Sem contar os muitos outros casos de agressões verbais, assédio moral, bullying, agressão física, discriminação e furtos de bens de professores. Os professores precisam ser ouvidos, somente eles sabem o que enfrentam na pele, – falou Claudia com a voz embargada.

O que acontece nas escolas de Araci é o mesmo que acontece nas escolas de uma cidade como São Paulo em apropriadas proporções onde 95% dos professores afirmam os alunos são os principais autores da violência e 83% deles atestam que são as vítimas mais frequentes dos conflitos.

A presença de gangues no ambiente escolar é reclamado em Araci por alguns professores mais afoitos e há casos de condução escondida de armas branca, objetos perigosos, sem, contudo ainda arma de fogo.

O próprio Capitão Agassiz salientou em sua palestra que há muitos casos de violência nas escolas e isso se intensifica nas escolas da periferia, Com a presença mais constante de policiamento junto às escolas a violência vem sendo reduzida de forma considerável.

A professora mostrou-se adepta à ideia de ser criada de alguma forma uma policia disciplinar que estivesse diuturnamente nas escolas através de um projeto de lei que seja subsidiado com recursos da educação.

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