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Origem do Açude do Poço Grande

Antônio Pinheiro descreve um pouco sobre a origem do novo ponto turístico da região.

Por Luis Gustavo

sex, 29/04/2011 às 11:20

No início da década de 1950 um seminarista natural de Araci, de nome Celestino Oliveira Pinheiro, bastante conhecido através das camadas aristocráticas de Salvador, destacando-se Dr. Regis Pacheco, Governador do Estado, Laurindo Regis, Secretário da Segurança Pública, Cícero Dantas, Deputado Estadual, Joaquim Teófilo de Oliveira, contador geral do Estado (natural de Teofilândia), Esequiel Dias Barreto, chefe da investigação baiana, (natural de Araci), Raimundo Andrea, Dr. Oiama, Diretor do 4º Distrito do DNOCS e consequentemente, ABELARDO ANDREA, Capitão do Exército, candidato a Deputado Federal, Cidadão de grande personalidade hierárquica, àqui foi apresentado aos senhores José de Oliveira Lima, João Pereira de Pinho, David Lima, João de Deus Pereira, Celso Rafael Mota, Pedro Ferreira de Oliveira, José Brígido da Silva, Dermeval Pitágoras de Góes, Erasmo de Oliveira Carvalho, Misael Cunha e muitos outros compatriotas. Na oportunidade, aquela autoridade, de viva voz disse: “Se eleito Deputado conseguirei uma verba para construção de um açude no Municipio de Araci”. Finalmente, sufragado pelos aracienses, eleito e empossado Pouco tempo depois, enviou um telegrama de aviso que a verba estava depositada na Agência Banco do Brasil praça de Serrinha, para os estudos topográficos e início da construção do açude, com pleno direito e requisitos necessários até o final da obra à responsabilidade do DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra as Sêcas)

Aquele seminarista ordenou-se à missão sacerdotal em 06 de dezembro de 1953, iniciando sua vida lausperene em Araci por celebração da primeira missa e posteriormente, assumiu o comando da Paróquia da Cidade de Guanambi-BA. Diocese de Caetité, e, pela desventura pereceu em 22 de março de 1995, por acidente automobilistico, deixando sua parcela de contribuição à terra natal.

Para os estudos de curva de nível da bacia de Poço Grande veio uma equipe de topógrafos de Pernambuco.

Dirigentes ativos a obra de Poço Grande: Engenheiros Hilton Silveira, João de Aquino, Carlito Silveira. Mestres de obras: Chico e José Antonio de Carvalho. Administração burocrática: Floriano Silveira, Cristófano Alves de Carvalho (Fanu), auxiliares serviço de rádio, escrituração e datilografia: José Renê Pinheiro, José Campos, David Lima. Serviço topográfico da rodovia Araci Poço Grande: Rodolfo Soares Pinheiro. Serviçais: muitos pais de familiares de Araci conseguiram trabalhos até a inatividade.

14 de julho de 1966, data de inauguração do Açude Publico Federal de Poço Grande, o Prefeito da época José Brigido da Silva encontrava-se em Salvador num compromisso de carater inadiável em prol do Municipio, enviou uma eloquente mensagem ao Senhor Ministro da Aviação Juarez Távora, autoridade responsável pela solenidade inaugural, cuja narrativa feita por seu cunhado Dermeval Pitágoras de Góes.

Atenção para esta nota que parece um sonho, em verdade é necessário colocar no ar. Os idealizadores que já partiram para a eternidade, de lá mandaram um recado para seus descendentes, às providencias conservatórias da dádiva que eles deixaram nesta terra.

Em razão, a Prefeita Maria Edneide Torres Silva Pinho (NENCA) assumiu o compromisso à elaboração do empreendimento que ora está sendo inaugurado, não somente, no ponto de vista turístico, mas também, preservativo em consideração aos cidadãos primordiais, aqueles que idealizaram e presentearam à comunidade do Município, um grande lago de propensão à economia pesqueira, melhor dizendo o celeiro do peixe da região. Por outro lado, o tratamento da água tornando-a saudável. As palafitas, são exemplos de habitações dos homens pré-históricos.

Alegações finais – Trata-se do meio ambiente. Cabendo aos pescadores e caçadores o máximo cuidado em obediência as fases produtivas das espécies, principalmente, a fauna que se acha em fase de extinção. Empreender e trabalhar, são dois verbos em transições diretas auxiliados pelo verbo TER empreensões contínuas que significam segmentos à manutenção da excelente obra e suplementos. Para isso é necessário preservação da floresta nativa, mesmo equidistante pelas laterais do riacho e seus efluentes abastecedores do açude, ao sustentável embelezamento de toda região. A falta de arborização às suas margens é prejudicial aos seus habitantes (animais inocentes), principalmente os pássaros que representam um orquestral. O desaparecimento dos animais silvestres significa que foram penalizados pela ação violenta dos racionais sem educação.

Conclusão: O Açude Público Federal de Poço Grande com capacidade para armazenar sessenta e cinco milhões de metros cúbicos de água, é inclusive, um fenomenal atrativo de chuvas.

[assinatura]Por Antonio Oliveira Pinheiro[/assinatura]

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