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Impeachment de Dilma é confirmado na Câmara e vai ao Senado

VEJA NESSA MATÉRIA QUAIS OS DEPUTADOS BAIANOS E DE QUE PARTIDOS SÃO, QUE VOTARAM DIZENDO “SIM” E DIZENDO “NÂO” AO PROCESSO QUE SELAVA A SORTE DA PRESIDENTE DILMA NA CÂMARA FICANDO NA DEPENDÊNCIA DO SENADO.

Por Gidalti Moura

seg, 18/04/2016 às 11:05

Em fevereiro de 2015, quem não se lembra? – O país estava sendo sacudido com os escândalos da maracutaia entre Lula Dilma e a família do empresário Auro Gorentzvaig, sócia durante anos da Petrobras na refinaria Triunfo, no Rio Grande do Sul e da compra da petroquímica Suzano, da família Pfeffer, pelo triplo do preço.

Naquela época, o país assistiu a um vídeo no jornal da Band a reportagem bomba da “estarrecedora” contra Lula e Dilma. A denúncia do esquema e que Lula e Dilma sabiam de tudo.

Auro Gorentzvaig procurou o ex-presidente para dizer-lhe que não aceitava a incorporação da Triunfo pela Braskem, porque achava a um desrespeito ao acordo de acionistas. Os irmãos Auros pediram para dividir o bolo do mercado com a empresa do Grupo Odebrecht. A conversa não foi boa e eles disseram que a Justiça os protegeria do golpe econômico e Lula. Diz a reportagem da época “pôs a mão na sua perna e soltou esta frase” emblemática de seu estilo:

“Poder Judiciário não vale nada. O que vale são as relações entre as pessoas.”

Essa volta ao começo é somente para sedimentar o teor da matéria de hoje: Impeachment de Dilma é confirmado na Câmara e vai ao Senado. Isso porque nos primeiros escanda-los denunciados pela Band, a manchete era “Dilma a um passo do impeachment” (02.2015).

De lá pra cá, quantos passos aconteceram até que a denúncia contra Dilma chegasse neste domingo 17.02 ao plenário da Câmara depois de obedecer às etapas determinadas pelo STF, ser aprovada pela comissão especial por  38 votos a favor e 27 contra, seis dias antes?

Impeachment de Dilma é confirmado na Câmara e vai ao Senado Ontem, no domingo histórico 17 de abril, o pedido de abertura de impeachment da presidente Dilma foi aprovado pela Câmara dos Deputados.

Assisti a transmissão ao vivo pela Globo às seis horas de votação e vi o placar marcar o escore: 367 X 137. Os 367 votos a favor do impeachment, 137 votos contra, além de 7 abstenções e 2 ausentes, registraram uma vantagem de 230 votos o que significa uma tomada de consciência contra tudo o que vive o Brasil, de 71,53% do plantel de 513 membros do parlamento brasileiro.

Na história política brasileira, é a segunda vez que o processo de impedimento de um presidente da República recebe o aval da Câmara dos Deputados.

A primeira foi em 29 de setembro de 1992, quando o então presidente Fernando Collor de Mello, do PRN, teve seu pedido de afastamento acolhido com o voto de 441 deputados (outros 38 votaram contra, um se absteve e 23 não compareceram à sessão).

Mas isso ainda não afasta Dilma da presidência da república. Isso só pode ocorrer após a análise do Senado.

O Senado deve começar ainda neste mês a apreciar a denúncia apresentada contra Dilma. Os senadores votarão primeiro para dizer se concordam ou não com a instauração do processo. Para avançar, o impeachment precisará do voto da maioria, isto é, de pelo menos 41 dos 81 senadores.

Se o processo for de fato aberto, a presidente se afastará do cargo por um período de seis meses (180 dias). Terá início, então, a discussão e análise da denúncia, com apresentações da acusação e da defesa, sob o comando do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski.

Esse processo culminará com o julgamento final dos senadores, em votação nominal e aberta no plenário: Dilma será afastada definitivamente da Presidência da República se dois terços do Senado (54 dos 81 senadores) julgarem que ela cometeu crime. Nesse caso, o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), assume, com a missão de cumprir o mandato restante até o fim, no dia 31 de dezembro de 2018.

VEJA COMO VOTOU CADA DEPUTADO BAIANO:

AFONSO FLORENCE (PT)                              Não

ALICE PORTUGAL (PCdoB)                          Não

ANTONIO BRITO (PSD)                                  Não

ANTONIO IMBASSAHY (PSDB)                 Sim

ARTHUR OLIVEIRA MAIA (PPS)            Sim

BACELAR (PTN)                                               Não

BEBETO (PSB)                                                   Não

BENITO GAMA (PTB)                                    Sim

CACÁ LEÃO (PP)                                              Abstenção

CAETANO (PT)                                                 Não

CLAUDIO CAJADO (DEM)                            Sim

DANIEL ALMEIDA (PCdoB)                          Não

DAVIDSON MAGALHÃES* (PCdoB)        Não

ELMAR NASCIMENTO (DEM)                     Sim

ERIVELTON SANTANA (PEN)                      Sim

FÉLIX MENDONÇA JÚNIOR (PDT)            Não

FERNANDO TORRES* (PSD)                       Não

IRMÃO LAZARO (PSC)                                  Sim

JOÃO CARLOS BACELAR (PR)                     Não

JOÃO GUALBERTO (PSDB)                          Sim

JORGE SOLLA (PT)                                          Não

JOSÉ CARLOS ALELUIA (DEM)                    Sim

JOSÉ CARLOS ARAÚJO (PR)                        Não

JOSÉ NUNES (PSD)                                         Não

JOSÉ ROCHA (PR)                                           Não

JUTAHY JUNIOR (PSDB)                           Sim

LUCIO VIEIRA LIMA (PMDB)                   Sim

MÁRCIO MARINHO (PRB)                          Sim

MÁRIO NEGROMONTE JR. (PP)             Abstenção

MOEMA GRAMACHO (PT)                         Não

PAULO AZI (DEM)                                          Sim

PAULO MAGALHÃES (PSD)                        Não

ROBERTO BRITTO (PP)                                  Não

RONALDO CARLETTO (PP)                          Não

SÉRGIO BRITO (PSD)                                      Não

TIA ERON (PRB)                                               Sim

ULDURICO JUNIOR (PV)                           Sim

VALMIR ASSUNÇÃO (PT)                            Não

WALDENOR PEREIRA (PT)                       Não

 

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