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Falta organização na praça de alimentação em Santa Bárbara

O espaço não oferece conforto mínimo para os viajantes famintos, a pavimentação de paralelepípedos deixam as mesas sem instabilidade e a qualquer vacilo o prato pode virar. Os quiosques abusam da exibição da tradicional carne de bode que fica pendurada sobre as cabeças de churrasqueiros e fregueses sem nenhuma proteção e as bandejas onde colocar a carne após ter assada, é possível observar o acúmulo de gordura que aos poucos vai pingando e grudando, formando estruturas gelatinosas.

Por Do Karmo Carvalho

seg, 28/10/2013 às 17:07

O casal almoça enquanto o cachorro de rua observa.

O casal almoça enquanto o cachorro de rua observa.

Tem muita gente que diz: “gosto de almoçar na beira da estrada”. Até aí tudo bem, não tem mal nenhum, mas muitas vezes é preciso saber escolher onde e local que para realizar a melhor refeição do dia, o almoço.

Quem costuma pegar a BR 116 Norte, no sentido de ida e de volta de Feira de Santana, já sabe que vai parar tomar café ou almoçar em uma das inúmeras lanchonetes de beira de estrada da cidade de Santa Bárbara. O comércio de restaurantes e churrascaria às margens da movimentadíssima BR é grande e muitos empresários estão investindo pesado em estabelecimentos modernos, confortáveis e higiênicos, mas pena que isso só acontece nos locais particulares.

Neste último final de semana a nossa equipe de reportagem almoçou num espaço aberto – que supostamente pertence ao município – e as primeiras impressões não são nada agradáveis.

 

Logo na chegada, uma barraca exibe carne caprina sem nenhuma proteção.

Logo na chegada, uma barraca exibe carne caprina sem nenhuma proteção.

O espaço não oferece conforto mínimo para os viajantes famintos, a pavimentação de paralelepípedos deixa as mesas sem instabilidade e a qualquer vacilo o prato pode virar. Os quiosques abusam da exibição da tradicional carne de bode que fica pendurada sobre as cabeças de churrasqueiros e fregueses sem nenhuma proteção e as bandejas onde colocar a carne após ter assada, é possível observar o acúmulo de gordura que aos poucos vai pingando e grudando, formando estruturas gelatinosas.

Para completar o cenário nada apetitoso, quem ali almoça, tem a companhia de dezenas de cachorros que vigiam a sua mesa permanentemente quase sem piscar os olhos – com aquele olhar de pidão.

A desorganização do ambiente somado à falta de vontade de alguns comerciantes de deixar o local agradável torna a tradição dos bons sabores de Santa Bárbara apenas conversa de beira de estrada.

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