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Em Santa Bárbara passeata lembra e cobra justiça pelo assassinato de Airton

A notícia da morte do ex-secretário tomou conta de blogues e sites de notícias de toda região. Todos continham a frase habitual: “Nenhum suspeito foi preso até o momento”. Quando a passeata viu o carro do Jornal Folha dos Municípios que passava para Salvador, parar perto deles, pediu: Não deixe de falar que estamos nessa passeata e já são 07 de maio e a frase continua.

Por Gidalti Moura

qua, 03/04/2013 às 16:57

Por: Gidalti Moura

Os cartazes traziam legendfas pedindo justiça às aotoridades e aos politicos

Os cartazes traziam legendas pedindo justiça às autoridades e aos políticos

A cidade de Santa Bárbara a 150 km de Salvador viveu dias de comoção e revolta desde a sexta 18 de janeiro, quando foi noticiada a morte de Ailton Mota de 49 anos. Ailton era ex-secretário de cultura do Município e vinha se dedicando à corretagem, compra e venda de imóveis. No dia de sua trágica morte, Ailton havia feito vendas de lotes de uma área loteada para moradias e levou para casa R$ 100 mil reais do resultado de seus negócios. Na manhã do dia seguinte, foi encontrado por familiares no quarto de sua casa, por volta de meio-dia, sem roupas e com garrafas de vinhos ao lado, como informou uma sobrinha dele e com marcas de corte no corpo feitas com cacos de vidro como indicou a perícia realizada em exame cadavérico. O corpo também apresentava sinais de espancamento e ferimentos na cabeça.  Os R$ 100 mil desapareceram da casa de Ailton juntamente com um computador como foi registrado em BO na Delegacia.

 Ailton trabalhou na prefeitura de Santa Barbara por mais 20 anos, e seu último cargo foi secretário de cultura, função que perdeu em janeiro com a mudança de gestão pela derrota do grupo político com o qual comungava como cidadão politizado.

“Nenhum suspeito foi preso até o momento, segundo a delegacia” – Essa frase é a causa da revolta da comunidade barbarense. Até hoje buscam encontrar uma explicação convincente da morte de Ailton que está envolvida entre o mistério de um assassinato por pelo dinheiro guardado em casa. E ainda a inquietação de muitos que querem encaixar na história da morte de Airton outro mistério, um crime que não interessa aos políticos locais, como aconteceu na passeata flagrada pela reportagem do portalfolha na manhã do dia 07 de março. As fotos foram produzidas por um celular e a entrevista com as pessoas que faziam a passeata revelou que a comunidade está revoltada com as autoridades pelo andamento das apurações da morte do conterrâneo Ailton.  As legendas nos cartazes pedindo justiça pela população revelam que não se trata de apenas um assassinato, eles querem saber do verdadeiro criminoso ou responsável pelo crime. As faixas traziam legendas de cobrança pelas apurações da morte de Ailton. Na ocasião da entrevista as pessoas mostraram foto de Airton e diziam: “Se o crime fosse contra um grandão da política, o assassino já estava preso ou talvez morto”, – diziam.

A notícia da morte do ex-secretário tomou conta de blogues e sites de notícias de toda região. Todos continham a frase habitual: “Nenhum suspeito foi preso até o momento”. Quando a passeata viu o carro do Jornal Folha dos Municípios que passava para Salvador, parar perto deles, pediu: Não deixe de falar que estamos nessa passeata e já são 07 de maio e a frase continua. “Nenhum suspeito foi preso até o momento”. Escreva isso, por favor, até que a verdade apareça, pediu os manifestantes ao portal folha.

Outros carregavam fotografia do amigo e do líder comunitário assassinado.

Outros carregavam fotografia do amigo e do líder comunitário assassinado.

Manifestantes vestiam camisas com a foto do ex-secretário de cultura,  Airton

Manifestantes vestiam camisas com a foto do ex-secretário de cultura, Airton

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