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Creche Marcionília Santina da Silva, uma ponte entre 2 mulheres

Cláudio Mota compara a história da creche com a trajetória de duas mulheres. Uma que dá o nome ao novo espaço escolar, a outra que lutou para a vinda do empreendimento ao município de Araci.

Por Do Karmo Carvalho

seg, 09/07/2012 às 15:53

Raça e coragem uma herdou da outra. A avó, Marcionília, enfrentou os “cabras” de Lampião que tentavam tocar foco na casa dela, na fazenda da Ribeira, hoje, povoado de Bela Vista. Os cabras foram à procura do marido, José Tibúrcio, para assassiná-lo. Como não o encontraram, vingaram-se na casa. Está registrado no Jornal “O Serrinhense”, em edição do século passado.

A outra a NETA, Maria Edneide Torres Silva Pinho, ou NENCA, recebeu um presente do FNDE, em quatro de maio de 2009,  dois dias antes do seu aniversário: a convocação para o Município de Araci apresentar projeto de habilitação para construir uma Creche. O prazo estabelecido era muito curto, a documentação deveria estar no MEC até 20 de junho

No início da atual gestão com muitos problemas, inclusive inadimplência do município, o governo municipal faz uma apelos ao MEC através do oficio 41/2009 de 26 de maio, para não perder a possibilidade de ter a Creche.

Muitas idas e vindas a Brasília, documentos enviadoes e recebidos pela internet e pelo sedex, e finalmente em seis de agosto de 2010, a Neta-Prefeita assina a ordem de Serviço para a Construtora Cristal iniciar a obra no valor de R$1.179.784,82 centavos.

Os tempos são outros, os cabras não são os de Lampião, mas os da burocracia e o da irresponsabilidade, mas a neta de Marcionília os enfrentou com coragem e determinação a ponto de que no dia 5 de julho a creche foi inaugurada e vai beneficiar 224 crianças.

A Creche Marcionília vai atender 224 crianças

Por: Cláudio Mota

 

 

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