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CONSEG promove audiência e trata de segurança nas escolas e saques eletrônicos por idosos

O Conselho de Segurança Comunitária de Araci realizou ontem à noite a Audiência Pública anunciada. Foi na Câmara Municipal e tratou dos temas: Violência nas escolas; Incentivos à promoção de palestras nas escolas e nos bairros e a Questão de qualidade no atendimento no Banco do Brasil.

Por Gidalti Moura

qui, 22/06/2017 às 10:48

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Conseg-zesocorroO Conselho de Segurança Comunitária de Araci por seu presidente José Socorro da Silva reuniu em Audiência Pública na noite de ontem (21.06) na Câmara Municipal representante do Ministério Público, comando local da Policia Militar, professores, vereadores e representante do Banco do Brasil e pessoas da comunidade para tratar de assuntos elencados na programação:

1.       Violência nas escolas;

2.       Incentivos à promoção de palestras nas escolas e nos bairros;

3.       Questão de qualidade no atendimento no Banco do Brasil;

4.       Proibição de estranhos realizando saques nos terminais eletrônicos para idosos;

No evento que contou com as presenças da vice-prefeita Maia Betivania que na ocasião representava o prefeito Silva Neto, a Promotora de Justiça Severina Patrícia Fernandes, o comandante da 3ª Cia da PM Capitão Agassiz Jorge Silva Sampaio, o presidente da Câmara vereador Jefson Carneiro, o Sr. Otto gerente do Banco do Brasil em Araci, o empresário Elson Sena vice-presidente do Conseg e o representante da Guarda comandante Oliveira.

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O evento contou também com uma pequena da sociedade envolvendo professores, empresários e outros interessados que atenderam ao convite do Conselho para debaterem os assuntos pautados para a ocasião.

Dando inicio a audiência publica o Presidente do Conseg José Socorro da Silva saudou a todos em nome do Conselho e dos Órgãos parceiros ali representados, agradeceu a presença da comunidade e das autoridades e do pronto atendimento de todos ao chamado para debater os problemas alvos de segurança a serem tratados.

Conseg-roseniJosé Socorro depois de expor uma concepção das linhas temáticas a serem tratadas e de um breve histórico do Conselho, convidou a professora Roseny para falar de suas apreensões em sala de aula ao tratar com alunos de comportamento difícil e da influencia das drogas no ambiente escolar. “A situação é complicada. Às vezes nos sentimos reféns de alunos que perderam o rumo por falta de atenção de certas famílias que acham que somos responsáveis pela conduta de seus filhos”, – lamentou a professora.

Conseg-promotoraO presidente a palavra à promotora Patrícia que escolheu pautar com mais ênfase o tema da audiência Segurança Pública. A promotora em linha com o capitão Agassiz falou das ações efetivas da policia militar nas áreas abrangidas pela 3ª Cia da PM em Araci e analisou resultados entre o contingente policial e a grande população de Araci e depois de expor realidades, situações, dados estatísticos, da criminalidade e do uso de drogas disse: “Não é preciso muito esforço para entender que a segurança pública só será efetiva com a participação da sociedade. O Conselho foi criado para aproximar a comunidade dos poderes constituídos e das polícias, mas a prevenção é um papel de cada um. Cada pai, cada professor, empresário e de cada pessoa comum isoladamente” – disse a representante do Ministério Público.

Conseg-agassizNesse mesmo tom falou o capitão Agassiz que foi mais longe ao exigir além da responsabilidade social, a coragem de contribuir com a polícia denunciando e fazendo a parte de cuidar do outro. “Somos responsáveis uns pelos outros e isso é um princípio bíblico”, – disse o capitão que declarou ser evangélico.

O comandante chamou à atenção das responsabilidades sociais das famílias e das igrejas. Quando a polícia entra em campo para fazer seu papel difícil de repressão, foi porque essas duas instituições falharam, aí entra a polícia, enfatizou.

Agassiz foi enfático ao falar sobre família e igreja. O papel social de orientar, acolher, prestar assistência na vulnerabilidade é idêntico. Se uma igreja que está estabelecida em um bairro ou centro de uma cidade não serve de abrigo, de arca de proteção, de aconselhamento para os jovens eles serão acolhidos pelo traficante e isso é o fim. Se uma igreja não faz esse papel social, não deveria existir, martelou o capitão Agassiz.

O assunto que tomou mais tempo do encontro foi o que se relacionava ao Banco do Brasil. A questão da qualidade no atendimento no Banco do Brasil, a falta de dinheiros nos caixas eletrônicos especialmente nos feriados e nos fins de semana e a proibição de estranhos realizando saques nos terminais eletrônicos em nome de idosos.

Conseg-OttoO gerente Otto teve muito a falar sobre estes questionamentos que vinham tanto dos componentes da mesa como das pessoas que estavam na plateia. Otto explicou cada situação e foi claro em relação à falta de dinheiro nos caixas. O banco nunca deixa de ter dinheiro, mas o que tem está protegido por cofres com sistemas inteligentes e o assaltante não arrisca, ele prefere os caixas eletrônicos que sempre tem dinheiro. Como ainda não foi implantado o mesmo sistema inteligente para garantir a proteção ao erário do banco e inibir a ousadia dos ladrões, o banco tem realmente colocado menos dinheiro, mas garantiu Otto: “Logo teremos a implantação de caixas com o mesmo sistema inteligente e a situação vai melhorar” – disse.

Em reação ao atendimento, Otto disse que também pode melhorar. “Não pelo próprio banco que tem normas rígidas de horário”, falou Otto, mas através de uma reivindicação da comunidade, isso pode acontecer. O horário pode ser ampliado em mais uma hora, indo até às 18 horas, isso já aconteceu em outros lugares, através da força política e popular, afirmou o gerente.

O presidente José Socorro fechou o encontro comemorando seus resultados e diante de várias sugestões registradas no momento, outros encontros do Conseg poderão apresentar mais avanços disse o presidente, finalizando a audiência.

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