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Comemoração do 58º ano de emancipação com programação cívica, esportiva e religiosa.

Desde as cinco horas da manhã a apologia memorável de uma forma sutil parecia estar manifesta nas mentes daqueles que se empenharam para presentear à cidade um clima de reverência e memória de todos os feitos heroicos de nossos patriarcas da independência.

Por Gidalti Moura

sáb, 08/04/2017 às 21:01

Comemoração do 58º ano de emancipação com programação cívico, esportiva e religiosa. Comemoração do 58º ano de emancipação com programação cívico, esportiva e religiosa.

As revelações da história devem trazer à memória dos araciences de hoje a intrepidez de compatriotas que se identificaram com o movimento de libertação de Araci nos idos do pós 1930.  Araci, que havia adquirido a condição de município, se apresentava como uma província sem autonomia e tinha ainda o desalento de devolver suas rendas para seu senhor, município de Serrinha.

O vigário da época, Cônego Carlos Olímpio S. Ribeiro em suas homilias dizia que os ararienses deveriam chorar a não fazer festas. As lamentações do vigário se juntavam à tristeza do maior baluarte da Independência, o tenente Amerino Oliveira Lima que com seu filho José Oliveira Lima faziam de sua fazenda na Terra Vermelha um verdadeiro quartel general de onde saiam às estratégias para uma luta que só veio ser travada e vencida depois de sua morte.

Ao lado dos dois maiores baluartes, hão de ser lembrados outros nomes que faziam parte dessa brigada ideológica, dessa cruzada redentora nomes como Nicolau Lira de Carvalho, coronel José Verdelino, João Pinheiro, Francisco Flaviano Mota, Maria Lídia de Oliveira, coronel José Pedro de Carvalho, coronel Leonino de Freitas Bacilar, major Martinho, José Tibúrcio, Cesário e Nazário Pereira da Silva, Egídio de Oliveira e seu irmão Luiz de Oliveira.

Na Câmara Municipal de Serrinha, os vereadores eleitos por Araci enfrentavam resistências dos colegas serrinhenses. José Oliveira Lima eleito pelo PSD ocupava a tribuna semanalmente. Com ele o companheiro de bancada o vereador João Pereira de Pinho, todavia se postava silencioso durante o mandato que seu povo lhe confiou e Araci não tinha a voz de seus dois filhos na Câmara.

A história poderia ainda ter escrito os 392 nomes que assinaram o memorial libertário que foi entregue ao presidente da Assembleia Legislativa da Bahia em agosto de 1952 com cuja força foi sancionada a Lei 863 que libertou o Araci.

Encabeçada por Erasmo Oliveira Carvalho e seguida por José Oliveira Lima, depois os outros, Argeu Pinto da Motta, Ezequiel Dias Barreto, João de Oliveira Mota, Domiciano e Cipriano.

Essa apologia venerável de uma forma sutil parecia estar manifesta nas mentes daqueles que se empenharam para presentear à cidade a espiritualidade de todos os feitos heroicos de nossos patriarcas da independência. Há de se reverenciar a abnegação do diretor de Esporte e Lazer da Secretaria de Educação e Cultura o impávido Hildemar Pinho que acordou a cidade com a primeira programação cívica do dia, reprisando mais uma vez a corrida rústica com a juventude. No embalo da alvorada de fogos e as condecorações feitas na Praça da Bíblia, a Prefeitura Municipal procedeu a entrega de equipamentos de Ginástica na Praça de Cooper. Lá o prefeito Silva Neto e a Vice Keinha juntamente com o vereador José Augusto autor da indicação para a implantação dos aparelhos de ginástica contribuíram com a egenda do dia.

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Houve momentos de civismo em frente à prefeitura e depois os momentos religiosos, quando as autoridades foram para a igreja matriz participarem da Missa em Ação de Graças pela passagem dos 58 anos de emancipação de Araci. Na igreja, prefeito, vice, vereadores, secretários contaram com a presença do deputado estadual Alex da Piatã que veio da cidade de Conceição do Coité para prestigiar o povo de Araci e se congratular com o prefeito Silva Neto.

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