Bem-vindo | 28/09/2021

Portal Folha - O seu Jornal Online

Araci entrará no rol das cidades brasileiras com Trânsito Municipalizado

A deliberação da prefeita Keinha de Araci, de municipalizar o trânsito na cidade, é um projeto audacioso, considerando que apenas 28% das cidades brasileiras conseguiram implantar esse projeto educativo, de segurança e transformação na mobilidade urbana.

Por Gidalti Moura

qui, 15/07/2021 às 14:48

Foi assim que o engenheiro da Projetran, Iran Macedo da empresa que desenvolverá o projeto e o secretário José Socorro da Silva de Governo e Administração, conseguiram passar para a população, de forma conjunta, em entrevista no programa Bom dia Cidade apresentado hoje por Acilon Di Oliveira e Henrique Coelho.

O que é realmente municipalização de trânsito de uma cidade?

Fora a ideia anormal de agentes de trânsito, com bloco ou maquineta na mão, gerando um volume de autuações em nome do cumprimento da lei de trânsito e ordenamento da receita municipal. O trânsito municipalizado é uma Resolução do Contran, com objetivo de garantir a integração dos órgãos e entidades executivos de trânsito e rodoviários municipais ao Sistema Nacional de Trânsito.

O que o engenheiro Iran e secretário José Socorro deixaram bem claro, foi que a implantação de um órgão municipal de trânsito, poderá atuar com competência em todas essas áreas. Não somente na fiscalização como muitas pessoas desinformadas afirmam, mas o órgão promoverá a ordenação da utilização das vias públicas, a melhoria na sinalização e o mais importante de tudo que é a redução dos acidentes, porque a presença do agente inibe as atitudes imprudentes de alguns maus condutores. “Gente, a prefeitura não está implantando nada para prejudicar e onerar a vida de ninguém. Qualquer cidadão responsável, naturalmente aprovará e se beneficiará com a implantação desse sistema de municipalização do trânsito, enquanto os infratores deverão ser punidos na forma da lei, pois a segurança coletiva deve prevalecer acima de nossas vontades mesquinhas” – Disse o secretário de Governo.

Perguntados pelo apresentador Acilon e pelo comentarista Henrique, sobre os passos do projeto, o engenheiro Iran, esclareceu:

Com o mapa viário da cidade em sua frente, Iran disse que a Projetran irá se valer, de todos os recursos da moderna engenharia, para resolver o problema do trânsito na cidade. Como um projeto de segurança e sustentabilidade, ele visa mudança de sentido de algumas vias que apresentam confusão em relação aos sentidos: mão única, mão dupla, estacionamentos desordenados e a situação do trafego na Praça principal da cidade, envolvendo, sentidos do trânsito, estacionamentos desordenados de carros e motos e ainda paradas de caminhões em situação de carga e descarga. O projeto visa com prevalência dar mais fluidez a todo o trânsito da cidade. Disse mais ainda Iran: “Nesse primeiro momento estamos elaborando estudo, conhecendo a realidade do trânsito na cidade, fazendo um cadastral em relação a toda sinalização já existente”.

Sobre as placas existentes:

O secretário José Socorro disse que muitas delas serão retiradas, por problema de conservação e outras por ineficácia e citou placas inúteis como (Parque das Águas), Centro de Abastecimento e outras que orientam o que não existe na cidade.

Semáforos. Terá algum na cidade?

Essa pergunta, respondeu o secretário José Socorro. “Tem muita gente perguntando e tem até quem diga que vai ter semáforo, aqui ou ali. Já houve até indicação de vereador sobre isso, mas não se pode afirmar nada antes do projeto ser concluído e mostrar a necessidade ou desnecessidade. O fato é que no caso de maior necessidade na visão de muitos, é um semáforo na entrada da cidade em frente ao pórtico na BR-116. Para que se faça isso, é preciso ter autorização do DNIT. É complicado, mas vamos aguardar o projeto”. Disse o secretário.

Os entrevistadores perguntaram sobre tempo de implantação e execução, ao que foi respondido pelo engenheiro da Projetran:

Nosso prazo para formatação e apresentação do projeto está previsto para 60 dias. A partir daí a prefeitura terá em mãos o trabalho finalizado para implantação, devendo encontrar a forma ideal viabilizar recurso, seja próprio, seja por emenda parlamentar junto ao Ministério das Cidades, ou outra forma. – Concluiu.

Comentários