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7 de abril – Dois anos sem comemoração

A celebração da data magna da emancipação política de minha terra, foi vitimada pelo flagelo “pandemia do corona vírus”, no ano passado, quando deveríamos ter festejado os 61 anos de maioridade. De forma excruciante, a comemoração do 62º aniversário foi igualmente gorado por esse assustoso mal.

Por Gidalti Moura

qua, 07/04/2021 às 06:24

 

Dr. Gidalti Oliveira Moura é descendente em 5º grau na genealogia do capitão José Ferreira de Carvalho – 5º filho de Laura Oliveira Moura, filha de Cândido Pastor de Oliveira e Leonídia Ferreira de Oliveira (dona Dia), filha de Antônio Ferreira de Oliveira (Ioiô do Caldeirão e Francisca Rosa (vó Chiquinha, filha de Antônia Ferreira de Carvalho e Ângelo Pastor Ferreira e Maria Pinheiro, filho de Antônio Ferreira de Oliveira (irmão do Capitão José Ferreira) e esposa Maria do Rosário Lima.

Com esforço cognitivo, não seria difícil fantasiar, como se comportariam e o que diriam os nossos compatriotas, baluartes desse movimento libertário iniciado no difícil tempo da revolução de 1930, quando Araci que havia adquirido a condição de município, não tinha sua autonomia.

O que diriam esses libertários como o vigário Cônego Carlos Olímpio S. Ribeiro, que em suas homilias dizia que os ararienses deveriam chorar a não fazer festas, por ter de devolver suas rendas para seu senhor, município de Serrinha. O que pregaria hoje o vigário, se tivesse de se calar pela força de um micro-organismo patogênico, que usurpou por dois anos a festa de um povo livre?

Com o mesmo esforço, imaginaríamos que as lamentações do vigário Carlos Olímpio se juntariam à tristeza do maior baluarte da Independência, o tenente Amerino Oliveira Lima e também ao sentimento de seu filho José Oliveira Lima. Amerino e José Lima, pai e filho faziam de sua fazenda na Terra Vermelha um verdadeiro quartel general, de onde saiam às estratégias para uma luta que só veio ser travada e vencida depois da morte do primeiro. E o que fariam hoje se fossem tolhidos de comemorar uma liberdade sonhada durante uma toda sua existência?

O que diriam outros baluartes, companheiros alados destes três gigantes da cruzada da liberdade, como Nicolau Lira de Carvalho, coronel José Verdelino, João Pinheiro, Francisco Flaviano Mota, Maria Lídia de Oliveira, coronel José Pedro de Carvalho, coronel Leonino de Freitas Bacelar, major Martinho, José Tibúrcio, Cesário e Nazário Pereira da Silva, Egídio de Oliveira e seu irmão Luiz de Oliveira?

O que falariam na Tribuna da Câmara Municipal, os dois primeiros vereadores eleitos pela Vila de Araci, José Oliveira Lima e João Pereira de Pinho, se depois de 70 anos falando de liberdade na tribuna em Serrinha, fossem proibidos de comemorarem sua luta?

A história registra mais 392 nomes que assinaram o memorial libertário de Araci em agosto de 1952, encabeçado por Erasmo Oliveira Carvalho, por José Oliveira Lima, depois os outros, Argeu Pinto da Motta, Ezequiel Dias Barreto, João de Oliveira Mota, Domiciano Cipriano de Oliveira, Pedro Ferreira de Oliveira, João de Deus Carvalho, David de Oliveira Lima e José Tibúrcio da Silva, filhos dessa terra que também não saberiam o que dizer sobre o pula-pula imposto às comemorações da liberdade.

O que falariam outros compatriotas participantes dessa Comissão, como como José Brígido da Silva, Júlio Oliveira Carvalho, Valdir Paraíso de Carvalho, Dermival Pitágoras de Góes, Deusdedite Alves de Oliveira, João Pereira de Pinho, Inocêncio Moreira de Carvalho, Rodolfo Soares Pinheiro, João Evangelista de Carvalho, José Bacelar de Carvalho, Eurídice Mota, Clodoaldo de Carvalho e o padre Celestino Pinheiro que empunharam a bandeira da liberdade, até que fosse sancionada a Lei 863 que libertou o Araci?

E nós, que vivemos e registramos em nossas almas, o impedimento da celebração do 61º aniversário de nossa emancipação. Nós que vimos mais uma vez esse micro-organismo patogênico, proibindo as comemorações dos 62 anos, na praça, nas escolas, no paço municipal e na casa legislativa; o que temos a dizer além de lembrar de nossa última comemoração dos 60 anos de emancipação em 2019?

Momentos cívicos: Alvorada de musica e fogos, Maratona, Premiação, Ato Cívico em frente ao paço municipal.

Momento de celebração religiosa: Na matriz, Missa Solene de comemoração da data magna do municipio

Momento Solene – Câmara Municipal: Sessão comemorativa dos 60 anos, outorga da Comenda Capitão José Ferreira de Carvalho, Condecoração com Medalha e Diploma de Honra ao Mérito a instituições beneméritas,  Outorga de Título de Comendador da Ordem do Brasão.

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