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7 de abril, dia LEMBRADO de uma cidade fundada por um homem ESQUECIDO.

Nós que hoje somamos milhares de descendentes do fundador desta cidade “Mãe do Dia” decantada em slogan pelo poder da hora, e outros milhares de progênies dos patriarcas das famílias Ferreira, Carvalho, Lima, Oliveira e outras que se uniram pelo sangue ou pela Lei, sentimos muito! Mas essa praça precisa ser devolvida ao povo. “A Praça é do povo, como o céu é do condor”. (Castro Alves).

Por Gidalti Moura

dom, 09/04/2017 às 18:50

7 de abril, dia LEMBRADO de uma cidade fundada por um homem ESQUECIDO

Ontem foi 07 de abril, um dia como outro qualquer, admitia a nossa Lei Orgânica até 30 de dezembro de 2002. O quebrantamento da Lei Estadual 863 de 14 de novembro de 1956 que estabelecia Araci como município independente a partir de 07 de abril de 1959 ficou sem justificação e sem culpados, fato é que a nossa Lei Orgânica em seu Artigo 1º estabelecia o dia 13 de dezembro como data oficial comemorativa da emancipação e feriado em todo município.

Erasmo tomou posse como primeiro prefeito depois da emancipação e a história diz que foi em 07 de abril de 1959 e não dá para explicar hoje essa equivocação, nem mais interessa, Fato é que a Emenda à Lei Orgânica nº 01/2005 proposta pelo vereador José Luiz Boaventura, 46 anos depois, resgatou a memória de uma luta travada pelo Cônego Carlos Olímpio S. Ribeiro, pelo Tenente Amerino Oliveira Lima, seu filho vereado José Oliveira Lima e outros dezoito bastiões lutadores até os dias de Erasmo Carvalho, entre estes.

 A Emenda do vereador José Luiz corrigiu uma brecha que tornava o dia 8 de dezembro da padroeira, também como dia comum, “podendo ser feriado”. O Artigo 2º de Emenda do autor mudou a redação do paragrafo terceiro para determinando “é feriado municipal”

Viva, portanto ao sete de abril, data magna de uma cidade fundada há 205 anos pelo desbravados destas vinte léguas de caatinga capitão José Ferreira de Carvalho. Nestes 46 anos de descuido, com os marcos de nossa história, o dia 13 de dezembro foi confundido como o sete de abril e se construiu uma babel entre a emancipação e o aniversário da cidade, um marco histórico que precisa ser resgatado.

O dia 13 de dezembro evoca a memória do maior de todos os ancestrais das famílias que são raízes dessa terra. 2012 foi o ao do “Bicentenário” de fundação de Araci, registro da chagada do capitão José Ferreira de Carvalho nas terras do Raso em 1812 e milhares de descendentes do fundador e outros milhares de progênies dos patriarcas das famílias Ferreira, Lima, Carvalho, Oliveira e Moreira, nem sabiam desse acontecimento notável porque os senhores da hora estavam mais interessados nos fatos daquele ano eleitoral.

Nas vésperas das comemorações do 07 de abril de 2016, a mesa diretiva abriu o primeiro espaço da tribuna livre da sessão para à apresentação do Projeto de Resolução que “instituía o Título de “Comendador da Ordem Municipal do Brasão”. Seria um Título de Honra ao Mérito em homenagem ao Capitão José Ferreira de Carvalho” e se tornaria a mais importante e prestigiosa honraria e condecoração concedida pelos poderes Executivo e Legislativo ao cidadão ou à cidadã.

O projeto materializava dois itens: DIPLOMA (da Comenda) e MEDALHA, (insígnia de pescoço ou lapela) outorgados a pessoas que se destacam em áreas de ciência e atuação humanas, como artistas, políticos, escritores, jornalistas, educadores, médicos e paramédicos, empresários até esportistas em Sessão Solene de comemoração do aniversário da Emancipação do Município como determina o Artigo 1º da Lei Orgânica.

 A honraria do Diploma e condecoração da Comenda será outorgada, obedecendo aos dispositivos do “Decreto” quanto à indicação, qualificações, justificativas um por ano na comemoração do 07 de abril. O condecorado receberá o Diploma da Ordem do Mérito dos Poderes Legislativo e Executivo e o Título de “Comendador da Ordem do Brasão”esdobramento do Projeto:

O projeto também reclama a devolução da praça que leva o nome do fundador e que hoje se apresenta como um quadro desonrador à memória desse nosso primeiro ancestral. A Praça foi emprestada pelo prefeito Zedafó para abrigar uma agência provisória do Banco do Brasil que funcionou por quase uma década em estruturas pré-moldadas até o fim da implantação da agencia na Praça da Conceição. O banco mudou-se e deixou o barracão a pedido da prefeita da hora dona Nenca e até hoje lá está e pelas adaptações que o governo atual vem fazendo, essa Praça nunca será devolvida ao povo, gerações do Capitão José Ferreira. 

Obras de melhorias no barracão que abriga uma das secretarias municipais ha mais de duas décadas.

Obras de melhorias no barracão que abriga uma das secretarias municipais ha mais de duas décadas.

O retorno:

O Projeto foi retirado de pauta após discussão e o resgate da memória e do valor histórico do fundador da Vila do Raso Capitão José Ferreira de Carvalho, não aconteceu no 07 de abril de 2016, neste 07 de abril de 2017 o tema nem sequer foi lembrado e o mentor anuncia a volta dele com uma nova propositura e com uma força maior amparado pelos dispositivos legais encontrado nos Artigos, 5º e 44º da Lei Orgânica.

7 de abril, dia LEMBRADO de uma cidade fundada por um homem ESQUECIDO

Construa o Quadro de sua genealogia...

Construa o Quadro de sua genealogia…

Gidalti Oliveira Moura que é 7º grau na construção da sua árvore genealógica diz que estará empenhado no resgate à memória de seu mais nobre e importante ancestral e conclama a todos os OLIVEIRAS, FERREIRAS, CARVALHOS e LIMAS que sinalizem sua participação nesse projeto de iniciativa popular. Para conhecer mais detalhes será formada uma rede de comunicação. Aguardem.

 

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