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16 dias de ativismo pelo fim da violência contra meninas e mulheres

Araci como município faz engajamento na campanha dos “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres” realizando hoje pela manhã uma Audiência Pública com apoio do MP, CRAS, CMDM, CREAS, CPPM, MOC, APAEB e PJ.

Por Gidalti Moura

seg, 25/11/2019 às 18:49

Ádila Santana, como cerimonialista, “de mulher para mulheres”… – Coordenou a pauta da Audiência para um auditório quase cem por cento feminino. Alguns homens estavam entre elas, sinalizando e dizendo: Contem com a gente!

A campanha acontece todos os anos, com início no dia 25 de novembro, data que promove o “Dia Internacional para a o combate à violência contra as mulheres”. O Ministério Público em Araci vinha agendando a efetivação dessa campanha e hoje (25 de novembro) a luta se efetivou na forma de Audiência Pública com a união de propósitos de parceiros sociais como o CRAS, CMDM, CREAS, CPPM, MOC, APAEB e PJ.

A audiência foi na nave da Câmara de Vereadores onde na mesma sintonia da campanha em nível nacional que começou no dia 20 Dia Nacional da Consciência Negra.

Na abertura a vice-prefeita Keinha falou fazendo o acolhimento do todos os parceiros na audiência Pública e disse que a campanha é de suma importância uma vez que o preconceito racial é um dos fatores que expõe milhares de mulheres negras a uma condição de vulnerabilidade social. Além disso, quando essas mulheres estão em situação de violência doméstica e familiar e tentam buscar ajuda ou acessar os seus direitos, o racismo constitui mais um grande obstáculo em suas trajetórias para uma vida sem violência por estar presente em toda nossa estrutura social, comentou Keinha.

A audiência que começou em torno em torno das 08h30minh., desenvolveu uma programação envolvendo pronunciamentos dentro do tema como a Soraya Vilaronga que falou sobre a atuação do CRAS e CREAS da Secretaria de Assistência como uma rede protetiva de meninas e mulheres vítimas da violência em todos as formas.

A senhora Selma Glória que representava o MOC na audiência falou sobre a campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo fim da violência contra meninas e mulheres. A campanha visa denunciar a violação dos direitos humanos de meninas e mulheres e anunciar a construção de uma cultura de paz, de respeito e solidariedade, porque a vida humana é que importa. – Disse a ativista Selma. “seguremos em marcha até que todas sejamos livres”, foi o slogan utilizado pela campanha com o qual Selma finalizou seu pronunciamento.

A doutora Maria Claudia Salles Parente, Juíza titular da Comarca de Araci, estreava nessa audiência desde que chegou à Comarca de Araci como Juíza substituta e no final de outubro assumiu como Juíza titular. A juíza Claudia falou a um auditório repleto de mulheres em quase sua totalidade em sua fala tratou de orientar às mulheres de como ter acesso à Justiça e aos órgãos de proteção.

A magistrada falou sobre o mapa da violência traçado pelo Conselho Nacional de Justiça e disse que o Brasil é o 5º país que mais mata mulheres no mundo, segundo relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. É importante nos preocupar com o que acontece aqui entre nós, mulheres de Araci, por isso a importância dessa audiência no enfrentamento desse problema. São necessárias ações coletivas para a conscientização da sociedade civil a respeito de seus direitos e de como buscar amparo através de leis e de redes protetivas.

A nova Juíza que é carioca de origem, disse que ao aceitar vir à Bahia e assumir a Comarca de Araci, ficou entusiasmada com a dinâmica que a secretaria municipal de ação social aplica com sua rede protetiva como o CREAS, CRAS e outros Conselhos. Durante seu pronunciamento, a juíza respondeu a uma gama de perguntas que vinham de mulheres no auditório. Denunciar é o primeiro passo e não existe somente delegacia de polícia como local de denuncia. Existe o Defensoria Pública, o CRAS, CREAS, Conselhos e a mulher deve procurar o que mais lhe convém. – Explicou a doutora Claudia.

Estavam com assento à mesa, as duas representantes das mulheres no Legislativo, a vereadora Jamile e a vereadora Edneide. Ambas também falaram sobre a audiência e se apresentaram como representantes da Câmara na coordenação de políticas públicas para as mulheres.

 

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