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Um Ode a Zedafó

Há seis anos o Portalfolha homenageou Zedafó pela passagem de seu 77º aniversário com um quadro de seu filho o prefeito Silva Neto hoje publicado para homenagear esse velho guerreiro que completa 82 anos.

Por Gidalti Moura

qua, 20/02/2019 às 08:28

Pintando o meu herói

Já faz algum tempo que ele deixou de ser um garoto. Será que foi quando entrou no ensino médio? Ou foi quando encorajado a sair de casa para encarar o mundo lá fora, tornou-se paramédico? Ou talvez quando abandonou tudo o que construiu no campo profissional e abraçou a política como uma missão?

Seja lá quando foi que deixou de ser garoto, esse menino nunca parou de pintar um herói. Quando temos um herói entre nossos sonhos, nunca deixamos de ser pequenos.

Seu herói é daqueles que solta raios? É alguém que voa sem asas? Ou é alguém que possui superpoderes?

Para esse garoto pintor de herói, o herói que está a pintar pode não possuir superpoderes, mas é dotado de habilidade para lidar com os poderes e por isso acaba sendo o seu “super”?

Os “super-heróis são os que lidam com seus poderes sem variações. O que os difere um dos outros são as reações e mudanças que o poder provoca no comportamento e no caráter de cada um deles.

Hoje é dia de homenagem do garoto Silva Neto ao seu pai Zedafó pela comemoração de seu 77º aniversário. Pelas ondas do rádio, esse garoto que hoje se encontra como “herói” de uma brigada que o elevou à categoria de prefeito, a maior autoridade política do município, deu suas pinceladas fazendo o contorno de seu herói chamado Zedafó.

Nessa sua aquarela, ele se apossa de um código de honra e ética para pintar seu herói. Um herói que não solta fogo, não emite raios, não voa sem asas, não destrói e nem mata mesmo os seus vilões.

As linhas de sua pintura  contornam o uso do poder sem precisar título de justiceiro ou demolidor. Seu herói foi crescendo em força quando ele crescia na vida, acompanhando suas quedas e conquistas como qualquer que se fortalece como a onda. Ela, depois que se quebra, empina-se, estrondeia.

Ao pintar seu herói, o garoto Silva Neto deve ter desviado seu pincel das linhas da arrogância, do exibicionismo e do achismo superior, comum nos heróis. Ele desenha uma tela branda, sobre a qual haverá de ser refletida a forma certa de operar com o poder que hoje lhe passara como de pai pra filho. Uma paisagem que apresente em tons cinzentos o que se fez de ofensivo e prejudicial a alguém e que realce o colorido de tudo o que é foi realizado de bom, de honesto e de boa fama.

Ao herói desse garoto que deseja transformá-lo em herói de todos, fica essa crônica como outra tela de homenagem pelos 77 anos de vida de seu herói a quem fora dedicadas, no dia de hoje, essas pinceladas nessa tela panorâmica universal, onde todos nos exibimos.

Ao completar seus 82 anos hoje, o editor do Portalfolha dedica esse poema ao velho guerreiro.

 

Um Ode ao guerreiro Zedafó

                                                  Gidalti Moura

Por que Deus que assim permite
Que a gente viva sabendo,

Que a vida tem seu limite…

Se a conquista não tem hora,

Se se o brilho nunca se apaga

Pra quem se chama de Herói…

E porque ó Deus consente,

Que as vitórias da gente

Tornam-se marcas pungentes

Em nossa pele enrugada…

Porque que a glória desaba,

O poder tão frágil passa,

Só o vestígio da graça,

Faz alguém de nós lembrar…

Que mistério Deus é esse,

Impenetrável, profundo…

Se eu fosse um deus no mundo

Uma lei eu baixaria:

“Todo ser que nasce e vive,

Que se mova sobre a terra,

Será lindo como veio,

Quando seu labor encerra”.

Imagem mais próxima do túnel do tempo retrata o intimo real desse velho guerreiro quase sempre, cheio de graça.

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