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Que saudade da professorinha!

Nas homenagens feitas à professora Edna Torres, entre as manifestações em palavras e gestos o ex-aluno José Socorro fala de 69 anos de gratidão e respeito e emociona seus colegas presentes à sessão solene dedicada a sua mestra com versos, música e contidas lágrimas e nostálgico professor José Nilton, abriu seu baú de lembranças em histórias, fatos e até pilhérias, fazendo um segundo estágio de gratidão e respeito à mesma “professorinha”

Por Gidalti Moura

qua, 25/04/2018 às 17:44

As presenças de ex-alunos na sessão solene que homenageou a professora Maria Edna Torres Silva e a participação direta de José Socorro como ex-aluno dos anos 50 e do professor José Nilton Carvalho como ex-aluno dos anos 60, representou o principal recheio daquela noite memorável de festa.

Foi que antes de todo o processual de caráter regimental, quando se prestou a professora Edna as honrarias dos dois poderes constituídos pela outorga do “Título de Cidadania”, os ex-alunos da “professorinha” que lotaram a nave da câmara foram todos dominados por um sentimento mesclado de saudade e gratidão.

Quando José Socorro falava dessa mescla, disse que suas palavras eram insuficientes para dizer tudo o que sentia em nome de seus colegas, Edvaldo Silva Pinho, José Mário da Silva Pinho, Luiz Campos de Menezes, Lourival Martins Carvalho, Nelson Silva, Jefter Oliveira Pinheiro, Grênivel Oliveira Moura, David Pinheiro, José Expedito Pinheiro, Jairo Oliveira Pinheiro, José Ezequiel da Silva, Valdemar Ferreira, Hidelbrando da Silva Pinho, João Nicácio Pinheiro e mais outros que estavam ali se abraçando, alguns a mais de meio século.

“Quero me valer desse compositor e cantor de samba brasileiro,  Ataúlfo Alves para falar de “Meus Tempos de Criança” usando o título de sua música e recorrer aos versos para dizer: “…Que saudade da professorinha, Que me ensinou o beabá; Onde andará Mariazinha; Meu primeiro amor, onde andará?

O auditório parecia sofrer um arrebatamento sem saber se acompanhava o velho marinheiro metido a “durão” enxugando as lagrimas com seu lenço branco, se chorava com ele ou se aplaudia aquela pergunta a “um primeiro amor” de suas infâncias, que estava ali, podendo ser abraçado por todos;  sua antiga “professorinha” e por coincidência, também se chama “Mariazinha’.

E o caldeirão das emoções explodiu quando o outro alegre e nostálgico professor José Nilton, abriu seu baú de lembranças em histórias, fatos e até pilhérias, fazendo um segundo estágio de gratidão e respeito à mesma “professorinha” dele e de seus colegas desde que se abriram as portas do primeiro ginásio de Araci, o histórico GMOB – GINÁSIO MUNICIPAL OLIVEIRA BRITO com as três primeiras turmas dos 1967, 1968 e 1969.

Diferente do outro Zé (marinheiro e radialista) o Zé Nilton (professor e empresário da educação), não suscitou lágrimas. Ao apresentar a lista de seus colegas, distribuíam risos ao citar casos hilariantes ligados a alguns deles.

Como se tivesse fazendo uma chamada em sala, professor José Nilton chama o primeiro ex-colega em sua lista de 64 nomes: “Adauto Ferreira Pinheiro – Alexandre Moura da – Aloísio Menezes – Amaral Alves de Carvalho – América Ubiraí de Oliveira – Angelina Campos Menezes – Antônio Hélio de Araújo – Antônio José Campos de Menezes – Antônio Pacheco Neto – Arlete Pinho – Audatina Mota – Áurea Silva Góes – Edson Carvalho Pereira – Edvaldo Pinho – Damaceno de Oliveira – Eliana Mota Carvalho – Elói Vladimir Araújo Góes –  Fátima Campos Menezes – Francisco França de Souza – Francisco Sales Gonçalves – Gildázio Lima Góes – Guiovaldo Silva – Helena Messias Pinho – Jacira Silva Góes Jackson Mota Carvalho – João Batista de Oliveira – João Miranda Pimentel – Joel Araújo – José Ailson Miranda – José Almir Miranda Pinho – José Brígido da Silva Filho – José Darvin Menezes de Araújo – José Edson Oliveira Araújo – José Ferreira Pinheiro – José Ovídio Dantas Neto – José Pinheiro de Miranda – José Pinheiro Neto – José Roque Mota Carvalho – José Unaldo Alves Valverde – Kléber Mota – Leda Pinho – Maria Arly Moura- Maria da Paz Santos Araújo – Maria da Paz Miranda Dantas – Maria das Dores Barbosa Oliveira – Maria de Fátima Carvalho Silva – Maria Edmar Torres Silva – Maria Madalena Pinheiro Maria  do Carmo Pinheiro Miranda – Maria  Léa De Medeiros – Marilene Gomes de Almeida – Marivalda Miranda de Pinho – Marlene Gomes de Almeida -Miriam Miranda De  Medeiros – Nilza Célia Alves De Carvalho – Pintinho – Raimunda Almenaide Miranda – Raimunda Miranda Pinho – Roberto Alder Gomes Viana – Shirley Silva Góes – Suzana Maria Torres Silva – Valdemiro Ferreira Pinheiro – Vera Lúcia Araújo – Vládson Alcântara Araújo Góis”.

Não todos os que foram chamados, mas os que vieram de perto ou de longe, com experiências vividas tão distantes,  abasteceram suas vidas na fonte de um amor semeado há mais de meio séculos para uns e há quase setenta anos para outros por uma “professorinha” que na noite desse reencontro emocionante, aos oitenta e sete anos deu sinais de uma fonte inesgotável de carinho e amor.

Por: Gidalti Moura

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