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Juíza e Promotora de Araci, unidas no enfrentamento da violência doméstica.

Quem estava sintonizado na 104.9 Cultura FM no programa Patrulha da Cidade, pode compreender que a Juíza Dra. Maria Clara e a Promotora Dra. Severina Patrícia estavam, além de preocupadas, dispostas a mudar o quadro assombroso da violência doméstica, abuso sexual a menores e poluição sonora na cidade.

Por Gidalti Moura

ter, 21/01/2020 às 20:32

Depois de quase uma hora sem intervalos de apoios culturais, frente a frente com o apresentador do Patrulha da Cidade José Socorro, a Juíza titular da Comarca de Araci Dra. Maria Cláudia Salles Parente e a promotora Dra. Severina Patrícia Fernandes, disseram: “A Melhor forma de massificar os temas, violência doméstica, abuso sexual a menores e poluição sonora na cidade é nos valer do alcance da Rádio Comunitária”.

As magistradas chegaram ao estúdio da Cultura FM acompanhada do Dr. Jailton Vila Nova Pinheiro, da Vara Crime da Comarca, passaram a fazer pelo rádio um tipo de “conversa franca” com a população de Araci como se estivessem dando um recado e fazendo uma convocação em nível de responsabilidade social de todos.

Esse viés traçado pela Dra. Maria Claudia e Dra. Patrícia foi objeto de uma reunião onde tomaram acento para o debate sobre estes cruciais problemas que assombra a cidade: violência doméstica, abuso sexual a menores e poluição sonora. – Disseram as magistradas.

Ministério Publico, Judiciário, Policia Militar, Policia Civil, Conselho Tutelar, Legislativo, Procuradoria do Município e órgãos da rede protetiva como CREAS e CRAS, ligados à Secretaria de desenvolvimento Social.

O relatório de ocorrências e denuncias de munícipes vitimados pela infringência às leis e normas que disciplinam a conduta quanto ao uso de som na cidade, venda de bebidas alcoólicas, passe de drogas e o abuso e permissividade sexual a menores é alarmante.

“Todos acabam sendo prejudicados em seus direitos como vizinho que é obrigado tolerar a falta de respeito dos que insistem na prática dessa contravenção penal” – Disse a Juíza Maria Cláudia. A lei municipal está aí e existe como um veículo de garantia de direitos individuais, “mas é preciso agir, denunciar, dar nomes” – disse a magistrada.

A promotora Severina Patrícia acrescentou: “Carros de som, os chamados paredões, festas, igrejas, estão desrespeitando os diretos da vizinhança. Isso é acima de tudo uma questão de segurança e precisam ser coibidos em nome da lei. Eu e a doutora Maria Clara estamos dispostas a enfrentar o problema para o bem da comunidade, mas todos precisam fazer a sua parte. Segurança é um dever de todos” – concluiu.

O tema da violência doméstica, abuso sexual e a exploração do sexo em crianças, foram tratados de forma assombrosa. O crime vai além da forma física, agora virou moda o crime digital. A pornografia digital, filmagem de intimidades de menores e a postagem nas redes sociais. A montagem de imagens, tudo isso se constitui crime e tem suas punições previstas em lei, falaram também as magistradas na entrevista.

A promotora citou casos que estão sendo tratados como processo crime contra crianças de cinco anos, sete anos e onze anos. Há crianças grávidas de onze anos e isso se torna notícia vulgar na cidade e pouca gente se indigna com isso!

Desde que chegou a Araci há seis meses, a nova Juíza tomou como desafio, concertar a casa. Como bem disse a Juíza, “A violência domestica apesenta um quadro assustador em Araci. Temos mais de 770  processos de violência infantil e se não criarmos uma rede protetiva formada por cidadãos de bem, órgãos voltados à proteção da infância o quadro tende a se agravar mais ainda.

Depois dessa conversa franca com a população, as magistradas em um só tom, disseram que o maior problema está na família.

Os pais não criam seus filhos. Perderam o controle. A obrigação de educar é transferida por muitos dos pais para a escola. Droga, bebidas alcoólicas, a comercialização do sexo, gravidez precoce, a violência contra a mulher e até o feminicídio, está se tornando comum. – disseram as magistradas e concluíram: “Estamos em crise e a comunidade precisa acordar para essa triste realidade”.

Ao se despedirem do apresentador José Socorro, pediram o apoio continuado de espaço na rádio para estarem conversando com a comunidade e posaram para as lentes do Portalfolha na chamada foto para a posteridade.

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