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Exposição de pré-candidatura tem regras, isso inclui o DEBATE.

A mais recente Reforma Política aprovada no âmbito Federal, abriu um leque excelente na chamada “pré-campanha” a quem souber utilizar a tecnologia. Com a magia da internet, os candidatos percorrerão grandes espaços e atingirão maior público alvo em poucos segundos. Hoje é permitido fazer declaração pública de pretensa candidatura; fazer exaltação das qualidades pessoais em público, em meios de comunicação e/ou redes sociais.

Por Gidalti Moura

qua, 18/07/2018 às 16:24

O Brasil é gigante e nosso Araci é grande e abriga um grande povo, assaz politizado, isso porque sabe para onde vai e escolhe a quem seguir todos os períodos de demanda eletiva.

É natural que quase todo mundo se apresenta irritado com o cenário político da hora e muitos inadvertidamente são corruptos e corruptores.

Exatamente pelo que representa esse quadro de incredulidade quase generalizada é necessário que cada cidadão decente e que se mostra corajoso para colocar seu nome nesse laboratório de pesquisa moral que chamo de “pleito eleitoral”.

Nada mais producente que um plano de tratamento, divulgação e cuidado com a imagem, estratégia vital para o sucesso na pré-campanha e na campanha.

Depois de muita discussão, de opiniões divergentes entre as partes envolvidas no processo político, o candidato e o eleitor, seja a população foi finalmente beneficiada com a reforma politica, mesmo que ocorrendo em parte.

Sim porque ela não alterou questões constitucionais. Mas seu alcance tocou na tecla certa ao modificar alguns pontos do célebre Código Eleitoral, das leis 9.096/95 e 9.504/97 das eleições e dos partidos políticos.

Além das alterações em prazos e datas de filiação, convenção, registros de candidatura e campanha, o que mais interessa comentar nesta nossa redação foi o trato que a reforma deu à propaganda eleitoral. Reduziu o tempo da propaganda gratuita, Encurtou o tempo da campanha para 45 dias. Reduziu os espaços e tamanho das peças de campanha e proibiu elementos plotagem total de carros, cavaletes e bonecos.

Mas a Reforma Política abriu um leque excelente na chamada “pré-campanha” a quem inteligentemente souber utilizar a tecnologia. Com a magia da internet, os candidatos percorrerão grandes espaços e atingirão maior público alvo em poucos segundos.

Hoje é permitido fazer declaração pública de pretensa candidatura; fazer exaltação das qualidades pessoais dos pré-candidatos em público, em meios de comunicação e/ou redes sociais. O pré-candidato pode pedir apoio político (desde que não haja pedido de voto); pode participar de entrevistas, programas, encontros ou debates no rádio, na televisão e na internet, inclusive com a exposição de plataformas e projetos políticos; fazer realização de prévias partidárias e a respectiva distribuição de material informativo, a divulgação dos nomes dos filiados que participarão da disputa e a realização de debates entre os pré-candidatos (proibida a veiculação ao vivo); fazer divulgação de atos de parlamentares e debates legislativos (desde que não se faça pedido de voto) e divulgar posicionamento pessoal sobre questões políticas, inclusive nas redes sociais.

Claro que a lei deixa fixa pontos que são vedados e que cada um deve estar atento pelo conhecimento da legislação, mas tudo isso o fiz para dissipar manifestações de ideias e pensamentos contrários ao DEBATE que acontecerá domingo. Nele e através dele, cada participante terá aquele momento como único para divulgar sua imagem, observando a boa postura, a ética e as premissas do próprio debate.

Dr. Gidalti Moura

Gidalti Oliveira Moura é doutor em Psicanálise da Educação e Saúde com Registro na Associação Brasileira de Estudos Psicanalíticos do Estado de Pernambuco-ABEPE. Mestre em Psicologia da Educação e Pós Graduado em Psicologia Ocupacional e Administração de Recursos Humanos. Bacharel em Administração de Empresas pelas Faculdades Brasileiras de Recursos Humanos do Instituto Hoyler. Trabalho acadêmico representado em seu livro Tese, “A política na visão psicanalítica do cidadão”, autor das obras Regenera Cidade, (editado), ”Separando Palanques”, “Meu verso de cada dia” (lançamento) e Editoriais (textuais jornalísticos de 16 anos de edição); fundador do Jornal Folha dos Municípios e sua edição online Portalfolha.com.

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