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Encontro de velhos Marinheiros. ”Adeus saudade!”

Foram muitos anos de saudade vividos pelos velhos marujos que entraram como aprendizes de marinheiro em 1961. Uma saudade de sessenta anos que esse encontro matou, no dia 08 de fevereiro na cidade de São Salvador.

Por Gidalti Moura

seg, 17/02/2020 às 08:20

O esperado encontro da turma que levou nome de “Charlie” destes 13 novatos da Bahia e  outros mais de 299 aspirantes em todo Brasil, finalmente aconteceu no sábado 08 de fevereiro no 2º Distrito Naval em Salvador.

Dos 217 aprendizes de marinheiro que integraram a Turma de 1960 registrando-se entre eles José Socorro, o nosso “Zé Socorro de Araci”, 48 deles se encontraram com suas famílias, vivendo um dia agendado para matar uma saudade de sessenta anos.

Essa tropa de velhos marujos tostados pelo sol dos mares do mundo, chegava um a um e foram se abraçando no começo do dia, na Igreja São José do Corpo Santo, nas mediações do lendário Elevador Lacerda na Praça Cairu.

Dali, juntos saíram para participarem da celebração de uma missa comemorativa do memorável encontro, homilia que foi celebrada por um Capitão Tenente, Capelão da Marinha e da igreja saíram para o Comando do 2º Distrito Naval onde foram recepcionados pelo comandante no Salão dos Suboficiais. Lá um ambiente à rigor os esperava para degustarem um lanche servido a todos os recepcionados.

Segundo Zé Socorro que atuou como apresentador e narrador de memórias, fora do salão estavam ônibus destinados a levar os marinheiros a uma excursão na primeira capital do Brasil, a cidade de São Salvador.

Ao fim dessa turnê, quem estava com seu automóvel, retornou ao lugar de hospedaria e os outros foram levados pelo ônibus contratado para translado dos marujos, retornando mais uma vez para o momento apoteótico do encontro no Clube dos Empregados da Petrobras, na Missionário Otto Nelson em Stella Maris.

No clube grande, o menu envolvia, comidas à la carte,  muita música ao vivo e muitas emoções que acabaram sendo registradas em uma placa comemorativa preparada para cada um.

O marujo José Socorro anunciava do palco os nomes dos colegas que iam recebendo com emoção aquela lembrança de um encontro que talvez nunca se repetirá, se demorar tanto para acontecer.

Aos 78 anos, o marinheiro Zé Socorro estava lá com sua esposa Amândia e seus filhos Ian e Amanda, que moram como universitários em Aracajú.

“Foi uma emoção poder rever tantos amigos de priscas eras. Saí do encontro certo que não sofrerei o Mal de Alzheimer na velhice, pois pude reconhecer depois de tantos anos fisionomias que o tempo não conseguiu apagar” – disse emocionado Zé Socorro em suas palavras frente aos colegas.

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