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Vereadores aprovam reajuste do salário de secretário municipal em apenas 20%    

Em sessão extraordinária na última sexta feira (18.12) a discussão para aprovação do projeto que fixava o salário do secretariado municipal de Araci em R$ 6 mil, saiu do debate para embates pessoais. O presidente Jefinho, tinha como atribuição e encargo, decidir a matéria naquela sessão, sob pena de piorar a situação dos agentes públicos, cujos reajustes salariais precisam ser votados antes de findar a legislatura.

Por Gidalti Moura

dom, 20/12/2020 às 20:54

O reajuste de 60% proposto pela Mesa Diretiva da Câmara através da Lei Complementar nº 002 de 07 de dezembro sacudiu as mídias sociais antes da mesma ter sido submetida à votação em Sessão Extraordinária. A sessão aconteceu na sexta feira (18.12) e entre os 15 projetos aprovados sem discussão, o reajuste do secretariado da Prefeitura Municipal de Araci tornou a sessão em uma das mais acirradas do ano quando o presidente Jefson colocou o Projeto em votação e abriu discussão da matéria.

O Plenário formado pelos vereadores Jefinho Carneiro, presidente, Virgílio de  Zé Bonfim, que atuou como secretário na ausência do 1º secretário Jera e da 2ª secretária Edneide, a vereadora Jamile e os vereadores, Guinha de Pascoal, José Augusto, Guri, Manoel de Bernardino, Léo de Marlúcia, Léo de Eridan, Luiz do Boa e Marquinhos, em sua maioria rejeitou de pronto a proposta da Mesa de fixar em R$ 8 mil, o salário do secretariado sem reajuste há duas legislaturas.

 

 

 

 

O presidente Jefinho, tinha como atribuição e encargo, decidir a matéria naquela sessão, sob pena de piorar a situação dos agentes públicos, cujos reajustes salariais precisam ser votados antes de findar cada legislatura. E não aprovando o reajuste, naquela sessão, só na próxima legislatura 2020-2014.

Ao abrir o tempo regimental dos debates, as opiniões contrárias ao reajuste de 60% pareciam levar a sessão a nenhum resultado e sendo rejeitado o projeto, permaneceria o salário de R$ 5 mil até o final da 16ª Legislatura iniciada em 1º de janeiro. Nesse impasse de rejeição pela maioria, surgiram novas propostas de alteração no projeto da parte de vereadores que concordavam com a posição do presidente de não deixar a matéria sem votação e votação deliberando o reajuste.

 

 

O líder da maior bancada (PDT) que representava 7 votos, se manifestou solicitando aos pares que abrissem mão das “particularidades” contra o aumento e entrassem num consenso que pudesse aprovar a matéria da Mesa Diretora, e pediu aos pares da bancada que acatassem uma nova proposta de um salário de R$ 7,5 mil. José Augusto, o líder intercedeu em nome da prefeita eleita Keinha, que segundo ele estava desejosa de valorizar o secretariado e que o salário realmente estava defasado.

 

O líder do governo na Câmara, vereador Guinha de Pascoal, era o mais irredutível contra o aumento e declarou voto contrário ao reajuste e também a qualquer proposta. “Minha proposta e a manutenção do salário de R$ 5 mil que vem sendo pago até aqui”, – Sustentou Guinha.

O vereador Léo de Eridan, mesmo sendo líder da oposição, mostrou-se solidário à proposta da Mesa para melhorar o salário dos secretários e chegou a propor que se fixasse em R$ 7 mil ou R$ 6,5 mil. Mas as três propostas acabaram de piorar a situação. Cada um com uma proposta, seria três votos a menos e a proposta de consenso carecia de maioria absoluta em votos levando em conta os 15 membros da Casa, seja, 8 votos.

A sessão entrou em clima de contenda, e o debate virou desavença, alguns vereadores deixaram o Plenário e entraram em querelas pessoais. O presidente Jefinho, relevou as tenções, e retomou à Ordem do Dia e no novo momento de Plenário, se manifestou pela ordem o vereador Luiz do Boa e disse que entendia que os secretários, não podiam ser tratados em menor escala pelos vereadores.

“Assim como nós nos dedicamos ao povo, os secretários também se dedicam, ficam à disposição, dentro ou fora de hora, e acho que esta casa não pode deixar de votar hoje um aumento para eles”. – “Eu proponho que todos votemos de comum acordo um salário de R$ 6 mil. É uma proposta mais leve para a prefeitura e vai valorizar os secretários” – Finalizou.

Com a última proposta do vereador Luiz, o presidente Jefinho, colocou as quatro propostas em votação, saindo vencedora a proposta do vereador Luiz do Boa.

O Projeto do reajuste, com alteração do Art. 4º do projeto fixando o salário em R$ 6 mil reais entrou em votação sendo aprovado pela maioria dos vereadores registrando-se um voto contrário do vereador Guinha e uma abstenção do vereador José Augusto.

 

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