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Câmara de Araci propicia espaço para Conscientização do Autismo

Na sessão desta terça-feira (12) a Tribuna Livre da Câmara foi ocupada pela mãe do autista Donnie, Sra. Pachiele da Silva Cabral. Além de falar sobre o o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, a oradora falou de estatísticas: “até 2008, existia 1 autista para cada 125 pessoas, hoje uma entre 44 pessoas, pode ser autista”.

 

Por Gidalti Moura

ter, 12/04/2022 às 16:37

No sábado 2 de abril, um bloco de mães e pessoas que lidam com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), percorreu as ruas da cidade para conscientizar a população das potencialidades das pessoas que possuem o Transtorno do Espectro Autista, como uma condição caracterizada por padrões de comportamento repetitivos e dificuldade de interação social. 

O Dia Mundial da Conscientização do Autismo, foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), no ano de 2007. Essa data foi escolhida com o objetivo de levar informação à população para reduzir a discriminação e o preconceito contra os indivíduos que apresentam o Transtorno. Foi, portanto, com o propósito de ampliar essa informação que o presidente Virgílio, da Câmara de Vereadores, oportunizou um tempo na Tribuna Livre da Casa da Cidadania, a Pachiele da Silva Cabral. Pachiele é mãe de um jovem autista e se pronunciou em nome de todas as mães que lidam com o mesmo transtorno, manifesto também em seus filhos.

“Bom dia a todos os presentes aqui. Vereadores, mães, pais famílias e amigos dos autistas de Araci. Meu nome é Pachiele Cabral, mãe de Donnie, adolescente autista e em nome do Grupo de mães de autistas de Araci, gostaria de agradecer o espaço concedido na tribuna livre da câmara. – Assim Pachiele, iniciou suas palavras”.

 Ao solicitar esse espaço cidadão, nosso objetivo, é enaltecer a data de 2 de abril que é o dia mundial da conscientização do autismo. E mais ainda, conscientizar sobre autismo difundir informações e enfrentar os preconceitos e estigmas que existem em relação às pessoas com autismo.

Pachiele falou que nestes anos de lida com um filho autista, entendeu que o transtorno do espectro autista não se reduz as características descritas nos manuais de psiquiatria ou a classificações de doenças que incidem sobre seres humanos. Também lembrou que o quadro de diagnóstico hoje se apresenta em três níveis de suporte, o leve, moderado ou Severo, mas o que importa, falou: “é saber que a pessoa dentro do transtorno do espectro autista é um ser único e individual. Cada um vai trazer em sua essência a sua singularidade. O autista pode apresentar sinais que o identifica e citou: –  Não manter contato visual por mais de 2 segundos, – não atender quando chamado pelo nome, – isolar-se ou não se interessar por outras crianças, – alinhar objetos, – ser muito preso à rotina a ponto de entrar em crise, – não brincar com brinquedos de forma convencional, – fazer movimentos repetitivos sem função aparente, – não falar ou não fazer gestos para mostrar algo, – repetir frases ou palavras em momentos inadequados sem a devida função, – não compartilhar seus interesses e atenção apontando para algo, – não olhar quando apontamos ao girar objetos, – desenvolver aparente interesse restrito por um único assunto, – não imitar não brincar de faz-de-conta e ter hipersensibilidade ou hiper-reatividade sensorial. Pachiele alertou ainda: “Aqueles que estão os acompanhando, se perceberem pelo menos três desses sintomas presentes numa criança de 1 ano e meio, já justificam uma suspeita para consultar se consultar ao médico neuropediatra ou psiquiatra da infância e da juventude.

A mãe de Donnie, já concluindo falou de estatísticas do autismo. Quando passei a me dedicar ao estudo desse tema, em 2008, existia um autista para cada 125 pessoas. No último relatório emitido pela CDC em dezembro de 2021, já registra um autista para cada 44 pessoas. O Brasil não tem números oficiais, mas essa subida no gráfico de incidência é alarmante. Hoje os números mostram que o Núcleo de Educação Especial em Araci abriga 56 autistas, mas certamente há mais casos, uma vez que muitos deles não frequentam o Núcleo, nem o Núcleo os encontrou ainda.

O jovem autista, Adriel, foi encorajado pela sua mãe, professora Adna e da tribuna da câmara disse que o amor tem sido o maior bem para seu crescimento e integração onde quer que esteja como alguem especial.

A jovem Iasmim, filha do casal Luiz e Dene, testemunhou como o colega autista Adriel, que seus pais e o ambiente do lar,  proporcioanam objetividade e clareza ao caminhar junto com todos os jovens de sua idade, sem barreiras.

Pachiele finalizou suas palavras agradecendo ao presidente Virgílio e a todos os vereadores a oportunidade de dar maior visibilidade a Associação de mães, pais e amigos dos autistas de Araci e agradecendo, o presidente Virgílio, disse: “Essa casa, agradece a Associação de mães, pais e amigos dos autistas de Araci, pela oportunidade de ouvir sobre um assunto tão importante. O mundo precisa respeitar nossos autistas. Tem aqui um amigo autista, o Adriel, que sempre está conversando comigo pela whats App. O presidente falou abraçando Adriel em nome de todos os autistas e finalizou pedindo que deus abençoasse a todas as mães dos autistas, aos quais chamou de “irmãozinhos”.

 

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